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Notícias

  21/09/2007 

Na Venezuela, novos planos para a educação

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frias, fez novos anúncios sobre a criação do sistema bolivariano de ensino. No dia 18, informou que os excedentes das receitas do petróleo serão utilizados para fortalecer o sistema, não só com novas escolas e universidades públicas, mas também com mais professores – um para cada 28 estudantes – e uma melhor capacitaçao sobre o projeto bolivariano.

Chávez disse que as novas instituições devem deixar para trás a “educação ideologizada, eurocêntrica, colonial”, enquanto a essência do país é “indígena, afroamericana, mestiça e pluricultural”. O novo modelo bolivariano tem quatro pilares: aprender a criar, a participar e conviver, avaliar, e refletir. "Queremos criar nossa própria ideologia coletivamente, criativa, diversa", disse Chávez.

O processo de privatização da educação venezuelana durante os governos anteriores a 1999 foi duramente criticado pelo presidente. “A educação foi privatizada; quero saudar ao setor privado da educação, contem com nós, mas não podemos aceitar que o setor privado faça aquilo que lhe dá na cabeça”. Chávez afirmou que as escolas privadas que não aderirem às mudanças poderão ser fechadas. “Será preciso fechar a escola, intervir, nacionalizá-la, e assumir a responsabilidade sobre essas crianças", disse o presidente dirante ato de inauguração do ano escolar de 2007-08 na escola bolivariana Dr. José María Vargas, no estado de Anzoátegui.

Chávez ainda criticou os sistema privado de educação por estar baseado exclusivamente em valores capitalistas e por renegar a educação ao povo. Ele ainda a qualificou como repressiva e acusou de "promover o consumismo, o desapreço aos demais".

O ministro da Educação da Venezuela, Adán Chávez, irmão do presidente, assinalou que implementará o novo programa de estudos durante este ano escolar, já que novos livros didáticos estão sendo editados para ajudar a educar o "novo cidadão".

As medidas causaram indignação da direita venezuelana. A oposição tem afirmado que o novo sistema é “ideologizante” e busca “doutrinar” crianças e jovens. Roberto Enríquez, do partido opositor Copei, assinalou que detrás da proposta de reforma constitucional que inclui mudanças no sistema educativo está a intenção de introduzir o marxismo na Venezuela. “Ele quer inocular dentro da sociedade venezuelana o vírus do comunismo”, declarou.

Fonte: Agência Brasil de Fato

Última atualização: 21/09/2007 às 14:22:00
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