Diante da intransigência dos bancos em negociar de forma justa e séria, a preparação da greve entra na rotina dos bancários. Se não houver avanços nas rodadas de negociação, o tom duro deve ser a tônica da campanha salarial.
Esta semana, sem dúvida, é decisiva e pode alterar os rumos do movimento. Hoje, tem reunião entre a Comissão de Empregados e o BB, que até agora não demonstrou nenhum compromisso com as necessidades do trabalhador. Amanhã, a reunião é com a Caixa, com debate de pontos da minuta específica como PSC e igualdade de benefícios.
Na quinta-feira, nova conversação está marcada entre o Comando Nacional e a Fenaban. Os banqueiros ainda não apresentaram qualquer contraproposta. Cláusulas econômicas como aumento real e PLR também continuam sem repostas. Outros pontos, como assédio moral e metas, que afetam diretamente a saúde do funcionário, são tratados com descaso pelo patronato.
O resultado da reunião com os banqueiros pauta a assembléia-geral marcada para o mesmo dia, as 19h, no Ginásio de Esporte do Sindicato, nos Aflitos. Os bancários articulam uma resposta mais incisiva à negligência dos bancos. A paralisação, claro, pode ser uma alternativa para quebrar a apatia nas negociações.
Fonte: Seeb-BA |