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Notícias

  05/09/2007 

Artigo: Educação e trabalho

Com certeza a educação é o melhor caminho para diminuirmos a distância entre o Brasil que tem o 12º PIB mundial e o Brasil que ocupa o 63º Índice de Desenvolvimento Humano - IDH. Essa distância entre esses dois Brasis, o pobre e o rico, é devida à elevada concentração da renda.

Segundo o professor Pochmann, enquanto o programa de transferência de renda direta, conhecido como bolsa família, aplica 0,35% do PIB, ou seja, aproximadamente 7 bilhões de reais para atender 60 milhões de pessoas, o renda mínima dos ricos, transfere, por ano, para os 20.000 clãs que detém 80% dos titulos da dívida pública, 7 a 8 % do PIB, cerca de 140 bilhões de reais. Se não fosse o Bolsa Família já teria ocorrido nesse país uma explosão de pobres e uma revolta incontrolável de famintos.

Por outro lado, a educação só terá êxito se estiver acoplada a um projeto de país; é preciso que haja uma forte ligação entre o plano de desenvolvimento e o projeto educacional. O Brasil em relação à educação tem uma dívida de quinhentos anos, que o governo atual está procurando pagar. Os indicadores aí estão. Entre os países emergentes: China, México, Rússia, Índia, segundo técnicos do Banco Mundial, o Brasil ocupa o último lugar no tocante ao cumprimento das metas para inserir-se na sociedade do conhecimento. Concorreu para isso, o seu sofrível desempenho na educação.

A escolaridade média no Brasil é de 4,9 anos, a da Argentina 8,8. Somente 35% dos jovens estão matriculados no ensino médio; no Chile esse número chega a 85% . Para alcançar o índice do Chile, o Brasil precisaria construir 50.000 novas salas de aula e contratar 500.000 novos professores. No tocante à graduação constatamos uma distribuição irregular:: 60% dos alunos estão matriculados em somente, 4 cursos: direito, administração, pedagogia e contabilidade. O Programa de Avaliação Internacional de Estudantes classificou o Brasil em 40º lugar, em leitura, matemática e ciências.

Observamos, também, que o avanço da tecnologia tem resultado no aprofundamento do conhecimento de poucos e no aumento da ignorância de muitos. Como novos conhecimentos surgirão com velocidades cada vez mais crescentes, as camadas sociais mais pobres correm o risco de sofrer a mais perversa das exclusões: a do saber para o trabalho.

O que esperar de uma família sem conhecimento e onde ninguém trabalha? As portas que para ela estão se abrindo são a da prostituição, da droga e do banditismo. Não estariam aí, as razões maiores do desemprego, da violência e da marginalidade? Ao invés de PAC não seria melhor discutirmos o Padh: "Plano de Apoio ao Desenvolvimento Humano"?

ARIOSTO HOLANDA - Deputado Federal/PSB
Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 05/09/2007 às 09:00:00
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