Em mais uma ameaça aos direitos dos trabalhadores, o governo federal anunciou a fusão de parte das estruturas do Banco do Brasil e da Caixa. Com o pretexto de aumentar a competitividade dos bancos públicos frente ao crescimento das empresas privadas, como o Bradesco e o Itaú, o BB e a Caixa compartilharão um centro tecnológico que unirá sistemas considerados críticos.
A fusão exige um investimento de R$ 300 milhões, já confirmado pelos bancos, e deverá entrar em prática a partir de 2009, quando será concluída a construção do centro tecnológico por parte da empresa que vencer a concorrência pública em andamento.
As fusões não param por aí, e devem ser expandidas para serviços de apoio relacionados com transações bancárias dos clientes. Para Euclides Fagundes Neves, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, “esse tipo de fusão está inserido no processo de desmonte das instituições financeiras públicas. Quem paga o preço é a sociedade, pelo desrespeito à história de cada instituição, e os funcionários, em função do fim dos Planos de Cargos e Salários”.
A fusão apresenta diversos empecilhos, entre os quais as diferenças de perfis dos bancos e a resistência política encontrada dentro dos próprios bancos. “Essa tese da fusão, vira e mexe, volta a ser apresentada, desde a época de Fernando Henrique Cardoso. Na verdade é uma estupidez. A Caixa e o Banco do Brasil têm vocações próprias e precisam ser fortalecidos”, explica Emanoel Souza, vice-presidente do Sindicato.
Fonte: Seeb-BA
|