O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje (4) que o governo não conseguirá executar o total de R$ 15,7 bilhões em investimentos previstos para este ano no âmbito do Programa de Aceleração Crescimento (PAC). Segundo os números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, até abril o governo comprometeu R$ 1,9 bilhão e pagou R$ 548,9 milhões para obras previstas no PAC.
"Não creio [que o governo conseguirá alcançar os R$ 15 bilhões] porque os projetos estão sendo licitados, preparados para licitar", explicou o ministro, ao ser questionado depois da cerimônia de entrega do primeiro imóvel inventariado da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA).
"Nós não estamos fazendo uma corrida de 100 metros, estamos fazendo um corrida de três mil ou de cinco mil metros", disse, ao comparar o PAC - que tem duração de quatro anos - ao esporte em que é necessário poupar fôlego no início para utilizá-lo ao final da corrida. "Não tenha dúvida de que nós vamos executar os programas todos nesse período de quatro anos e uma boa parte vai ser executada este ano", garantiu.
Para os quatro anos, o PAC prevê investimentos de R$ 504 bilhões, a maioria com dinheiro público. Mesmo com o atraso, disse o ministro, os investimentos do atual governo "estão bem mais adiantados do que na média dos últimos dez anos". Paulo Bernardo comentou ainda que a liberação de verbas no início do ano foi mais lenta porque o governo foi cuidadoso ao aprovar o orçamento. "Os dados até o fim do ano vão mudar muito", disse.
Fonte: Agência Brasil/Radiobrás |