O jornalista Lustosa da Costa, em coluna publicada no dia 2 de maio, narra um fato que lhe aconteceu ao solicitar empréstimo em consignação no Banco do Brasil.
Veja o resumo do texto: “vou ao Banco do Brasil solicitar empréstimo em consignação, correspondente a quatro meses de salários (...). Lá, em poucos minutos, a funcionária me atende e anuncia que a quantia já se encontra depositada em minha conta corrente. Como meu filho, Carlos Eduardo, presente, desse opinião sobre algum procedimento bancário, expliquei-lhe que ele trabalhara três anos no Banco do Brasil. A funcionária indagou: ‘Submeteu-se a algum concurso?’ Quando o herdeiro respondeu ser hoje funcionário da Câmara Distrital de Brasília, ela observou: Antigamente, o Banco do Brasil era carreira. Hoje estação de passagem. Infelizmente, foi o que os tucanos fizeram porque não puderam acabar com a instituição nem vendê-lo em tenebrosas transações”.
Infelizmente, a situação relatada pela funcionária do BB também se repete nos demais bancos oficiais, e não é diferente no BNB. A rotatividade dos novos funcionários é altíssima, consequencia direta da política adotada por esses bancos, com Planos de Cargos e Salários totalmente incompatíveis com os de um banco oficial, cuja missão não está alinhada com os interesses do mercado – ou pelo menos não deveriam estar! – mas sim com o desenvolvimento e o crescimento do país.
No BNB, a revoada é grande! Em todos as áreas, nas capitais e no interior; no Etene, sabe-se que possivelmente sairão, de uma só vez, grande leva de excelentes profissionais que, com certeza, teriam muito com que contribuir para a região Nordeste e para a própria insituição. São na maioria jovens funcionários que não vêem no Banco a possibilidade de crescimento e valorização e, por isso, têm no Banco uma “estação de passagem” para algo melhor, para o qual continuam se preparando: outro concurso, outra empresa, outro sonho! E todo o potencial que poderia ser revertido para a questão regional pode se perder nesse novo caminho!
Mas essa não é uma situação permanente! Ela pode ser alterada, sim. Basta, para isso, vontade política. Poder de decisão. Não foi por vontade política e por estratégias elaboradas para esse fim que o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso quase acabou com os bancos oficiais?
Vamos nos mobilizar, pressionar os parlamentares eleitos por nós e exigir que os bancos oficiais voltem a ser tratados com o respeito que merecem!!!
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