O Banco Central realizou leilão na manhã desta terça-feira, dia 10/2, na Bolsa de Valores de São Paulo, para venda do Banco do Estado do Maranhão (BEM). O Bradesco, maior banco privado do país, ficou com o ex-banco estadual, com lance de R$ 78 milhões pelas 324.181.808 ações ordinárias oferecidas (equivalentes a 89,95% do capital social do BEM).
Os Sindicatos de Bancários, a CNB/CUT, bem como a AFBNB, são contra a venda dos bancos estatais federalizados (alem do BEM, o Banco do Estado do Ceará – BEC e Banco do Estado de Santa Catarina – BESC estão prometidos pelo Governo para venda à iniciativa privada).
A compra do BESC foi um ótimo negócio para o Bradesco, que bancou um ágio de apenas 1,07% e anexou aos seus ativos as 76 agências e 201 pontos de atendimento do BEM no Maranhão. Mas o maior atrativo, na verdade, são as contas do funcionalismo público estadual e dos municípios, que fazem do BEM uma instituição altamente rentável.
“A atitude do governo é uma incoerência. Além disso, nem a matemática explica o valor do BEM hoje”, afirmou o presidente da CUT, Nivaldo Araújo. Para o Sindicato dos Bancários do Maranhão, os funcionários do Banco e a sociedade estão escandalizados com a privatização do BEM.
No Ceará – Em repúdio à privatização do Banco do Estado do Maranhão e em defesa do Banco do Estado do Ceará, o Sindicato dos Bancários do Ceará realizou uma manifestação em Fortaleza na manhã desta terça-feira, em frente à agência central do BEC. O Sindicato reforçou sua posição contra a privatização do BEM e em defesa da incorporação do BEC ao BNB.
A AFBNB também é a favor da incorporação do BEC ao BNB e ajudou na elaboração de uma proposta detalhada sobre esta alternativa à privatização. Leia na íntegra a proposta de incorporação do BEC ao BNB.
Com informações da Agência Brasil e do Sindicato dos Bancários do Ceará. |