O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, adiantou que pelo menos três pontos já estão definidos: quem estiver em greve não receberá salário, servidor público armado não poderá fazer greve e a negociação coletiva será permitida desde que certas regras sejam respeitadas.
O Ministério do Planejamento é quem estuda o assunto e o anteprojeto deverá ficar pronto no final do mês. "Não queremos massacrar o servidor, mas o direito de algumas categorias não pode estar acima do direito da sociedade como um todo a determinados serviços", disse Paulo Bernardo.
Para o governo, é inaceitável ter categorias paradas por 50 dias - ou até o absurdo de 90 dias de greve, como já ocorreu na educação - com as pessoas recebendo salário. "Aí vira férias", argumenta o ministro. "Deixar velhinhos no sereno, crianças sem aula, jovens sem universidade e continuar recebendo salário, não dá. É um absurdo o cidadão pagar por um serviço que não tem".
O Governo só não avalia que os trabalhadores não fazem greve para prejudicar a população, mas para garantir os seus direitos. E se chegam a esse extremo, a responsabilidade é exclusiva do governo, que ignora as reivindicações dos trabalhadores, protela nas negociação, e agora apresenta um discurso "solidário e preocupado com a população" para impedir o livre exercício de um direito constitucional. E pensar que estamos falando de um ex-sindicalista......
Fonte: SEEB-MA, com informações do Espaço Vital |