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  22/03/2007 

Crescimento: Novo cálculo eleva PIB do País

Com as mudanças na metodologia no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de crescimento da economia foram revistas e modificadas. O cálculo foi refeito a partir do ano 2000. Com isso, o PIB de 2005 - que tinha registrado uma expansão de 2,3% frente ao ano anterior, segundo a metodologia antiga - chegou a crescimento de 2,9% e somou R$ 2,148 trilhões, com alta de 10,9% ante o valor estimado na série antiga (R$ 1,937 trilhão).

Já com relação a 2004, quando a economia teve um acréscimo de 4,9%, a variação de crescimento foi modificada para 5,7% (passando de R$ 1,767 trilhão para R$ 1,941 trilhão, o que significa uma alta de 9,9%). Em 2003, a taxa de crescimento passou de 0,5% para 1,1%, com o valor alterado de R$ R$ 1,556 trilhão para R$ 1,7 trilhão, alta de 9,2%.

Com a nova metodologia, o PIB de 2002 cresceu 2,7%, e não 1,9% como apontava a metodologia anterior. Os valores aumentaram de R$ 1,346 trilhão para R$ 1,478 trilhão, refletindo uma alta de 9,8%. Enquanto em 2001, o novo percentual não teve alteração frente ao anterior, continuando com 1,3%. O aumento só ocorreu quando se fala em valores absolutos: crescimento de R$ 1,199 trilhão para R$ 1,302 trilhão no cálculo atual, um acréscimo de 8,6%.

Ao contrário das taxas de crescimento obtidas a partir de 2001, a de 2000 apresentou recuo, caindo de 4,4% para 4,3%. O valor corrente, entretanto, chegou a R$ 1,179 trilhão, o que significa um incremento de 7,1% em relação ao valor anterior (R$ 1,101 trilhão).

De acordo com o IBGE, no entanto, apenas os dados de 2000 a 2003 são definitivos. Já no caso de 2004, ainda haverá uma revisão, enquanto o de 2005 sofrerá mais revisões. A nova taxa de crescimento do PIB de 2006 será divulgada na próxima quarta-feira, dia 28.

As modificações no cálculo afetam principalmente o setor de serviços. Com o novo métodos, o IBGE passa a trabalhar com mais fontes de informação e leva em consideração 110 produtos e 56 atividades econômicas. Na metodologia anterior, eram apenas 80 produtos e 43 atividades econômicas. De acordo com o Instituto, as novas informações permitirão um cálculo mais preciso.

Entre as novas informações, estão as pesquisas anuais setoriais da Indústria, Comércio e Construção Civil do IBGE e as receitas declaradas das empresas à Receita Federal. As mudanças tiveram como base o ano 2000, mas o IBGE refez a série do PIB de 1995 a 1999 a partir desta base e incorporou as alterações. (das agências)

CONHEÇA AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES:

- Agora o cálculo inclui 56 atividades econômicas e 110 produtos. Antes eram 43 atividades e 80 produtos.

- Pesquisas anuais de Indústria, Comércio, Serviços, Construção Civil e pesquisas domiciliares entram nas contas.

- Imposto de Renda das empresas passa a ser incluído.

- O setor de serviços tem peso maior nas contas, indo de 56,3% para 66,7%.

- As despesas de instituições sem fins lucrativos passam a contar.

- Sai o setor de telecomunicações e entram os serviços de informação. Estão inclusos telecomunicações, consultoria em hardware, software, processamento de dados, atividade de banco de dados, distribuição on line, cinema, rádio e agências de notícias.

- Nas contas do governo, passam a contar gastos com consumo de capital fixo (prédios, máquinas e computadores). Antes só entravam na conta consumo intermediário (gastos de custeio) e salário de funcionários.

- Os serviços financeiros incorporam os fundos de investimentos.

- O cálculo dos serviços financeiros e de intermediação financeira vai usar dados como as tarifas bancárias e os ativos e passivos dos bancos.

- O terceiro setor (ONGs, igrejas e clubes) passa a contar na área de consumo.

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 22/03/2007 às 16:04:00
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