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  15/03/2007 

Reforma ministerial: PMDB consegue 5 pastas, e continua mais fatiado que nunca

De ontem para hoje, quando ficou claro que haveria 5 almas filiadas ao PMDB na Esplanada dos Ministérios, passou-se a dizer que o partido era o grande vitorioso, que esse ou aquele peemedebista se deram bem. Menos, menos, menos.

Há duas formas de analisar a reforma ministerial de Lula para o PMDB. Uma delas é numérica: haverá 5 ministros filiados ao PMDB. OK.

Mas é necessário olhar debaixo dessa superfície aritmética.

Dois ministros continuam sendo os que já estavam por lá: Silas Rondeau (Minas e Energia) e Hélio Costa (Comunicações). Rondeau é uma indicação direta do senador José Sarney (AP). Hélio Costa, senador por Minas Gerais, é outro que representa os interesses da turma da Câmara Alta brasileira. Sem novidades aí, portanto.

Haverá também os seguintes novos ministros peemedebistas: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Odílio Balbinotti (Agricultura) e José Gomes Temporão (Saúde).

Quem são os 3 novos? São indicações diretas da cúpula peemedebista? São políticos com ligação direta com a bancada de cerca de 90 deputados do PMDB? A resposta é complicadíssima.

Geddel Vieira Lima (eleito pela Bahia) é um deputado importante no establishment peemedebista. Mas sua indicação deveu-se, em grande parte, ao empenho do governador da Bahia, o petista Jaques Wagner –até agora o preferido de Lula para a sucessão de 2010.

Geddel participou ativamente da campanha de Wagner em 2006. Foi fundamental para que o PT derrotasse o carlismo na Bahia. Continuará sendo vital para que os petistas sigam em alta em solo baiano. Virou ministro. Vai atender aos pedidos de deputados na cadeira de ministro? Sim, certamente, mas seu poder derivará muito do binômio Lula-Wagner e menos da capacidade de imposição da cúpula peemedebista.

O deputado Odílio Balbinotti, do Paraná, não era o nome preferido de Michel Temer. O presidente nacional do PMDB quis empurrar para Lula os deputados Eunício Oliveira (CE), Fernando Diniz (MG) e Waldemir Moka (MS).

E mais: Balbinotti, sendo do Paraná, serviu para Lula se recompor um pouco com o governador daquele Estado, Roberto Requião, que era contra a reeleição de Michel Temer para presidir o PMDB. Tanto é que Lula ligou para Requião antes de escolher Odílio Balbinotti para ministro da Agricultura. E quem deu a notícia para o deputado de que ele tinha virado ministro? Lula? Não. Michel Temer? Não. Quem deu a notícia foi Roberto Requião.

Como Balbinotti tem negócios no Mato Grosso do Sul, o governador daquele Estado, André Puccinelli, também foi consultado pelo governo antes da indicação.

Por fim, José Gomes Temporão é um peemedebista, mas está a léguas de distância de representar o desejo dos deputados do PMDB na pasta da Saúde. Trata-se de uma escolha pessoal de Lula, com o apoio direto do governador do Rio, Sérgio Cabral.

Como se vê, o PMDB passa agora de 2 para 5 ministérios. Mas não é propriamente uma vitória do partido nem muito menos a unificação da sigla. Lula acabou nomeando quem quis, dando muito prestígio aos governadores nessa escolha.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues http://uolpolitica.blog.uol.com.br/index.html

Última atualização: 15/03/2007 às 12:13:00
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