Decorridos cincos meses das eleições para Presidente da República, nas quais o Presidente Lula sagrou-se reeleito, o Brasil ainda vive a realidade da indefinição sobre a reforma ministerial – o que, por extensão, também causa indefinição quanto às ocupações dos cargos nas instituições federais. Até o momento, nada além de especulações e/ou balões de ensaio: fica ministro, muda ministro, assume partido tal, sai partido tal, tanto históricos, quanto novos “aliados” do governo.
No caso do Banco do Nordeste não tem sido diferente, pois a imprensa tem veiculado, vez por outra, informações que expressam esse entendimento. Fato marcante dessa indefinição foi a informação de que, caso o partido que hoje está à frente do Ministério da Integração Nacional – no caso o PSB – não consiga permanecer com duas pastas (ministérios), o mesmo está disposto a negociar ou obter, como contrapartida, o direito de dirigir uma estatal importante, como o BNB. A maneira como essa discussão tem ocorrido, obriga-nos a uma reflexão: ou o Governo Federal, a partir dos seus interlocutores (novos e antigos “aliados”) não têm conhecimento do papel e da importância que as empresas estatais têm a cumprir, seja qual for a sua missão, ou são réus-confessos de que essa é a forma como vêem as instituições – instrumentos de barganha política.
Assim como definimos um perfil para os gestores, que aponte para uma visão desenvolvimentista, com respeito aos valores éticos e morais, com ilibada reputação, com valorização dos trabalhadores e respeito à sociedade, também há de se afirmar que o BNB é uma empresa com perfil isento das negociações políticas; uma Instituição respaldada por uma história de cinqüenta e cinco anos de relevantes serviços prestados à sociedade, com presença marcante na sua área de atuação, através de ações que buscam o estabelecimento da cidadania, da inclusão, da geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida do povo, além de um corpo funcional capacitado e dedicado ao cumprimento de sua missão.
Além das incertezas decorrentes do período de transição, a AFBNB tomou conhecimento de atitudes antidemocráticas e autoritárias, verdadeiros atos de assédio moral, praticados por gestores da atual administração – talvez no afã de se tornarem visíveis para disputarem ou se manterem em altos cargos. Isto é absolutamente injustificável e inaceitável.
Com esse entendimento, a diretoria da AFBNB afirma que está na hora de influenciar nesse debate. Para tanto, reafirma o perfil de gestão já externado e conclama a todos para se oporem a esse tipo de tratamento. Vamos dizer ao Governo Federal e aos seus aliados, em alto e bom tom, que o BNB, por toda a sua história, não é moeda de troca. É sim, Agente de Desenvolvimento. Portanto, merece e exige respeito.
A Diretoria |