Elas sorriem quando querem gritar. Elas cantam quando querem chorar. Elas choram quando estão felizes. E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça. Elas não levam "não" como resposta quando acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poder tê-los. Elas vão ao medico com uma amiga assustada. Elas amam incondicionalmente.
Trecho do poema “Mulheres”, de Pablo Neruda
Às companheiras do BNB,
Hoje, 8 de março, o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher. Dia de fazer uma saudação a sua beleza e sua graça, mas também a sua raça, a sua garra e a sua coragem. A história humana nos ensina isso.
No mundo atual registramos a relevância da mulher no processo social de produção e no poder político no Brasil e no mundo; mulheres ocupando elevados cargos nas empresas e, cada vez mais, a importância de seu protagonismo no cenário político mundial. Entretanto, esta participação não surgiu de uma benesse concedida pelos homens, mas foi fruto de lutas políticas, de batalhas pelas liberdades humanas, resultando em uma conquista grandiosa. Nasceu de lutas heróicas, quase sempre impregnadas de sangue e violências, perpetradas pelo poder machista ao longo dos séculos.
A própria palavra “feminismo” surgiu quando um grupo de mulheres, militantes operárias, organizou-se para combater a carta magna da Revolução Francesa – Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (a mais democrática da época) não lhes davam direitos.
Tratava-se de justa reação aos desmandos e à opressão do sistema social perverso, pois não podiam pensar. E quando reagiam e levantavam a cabeça, logo eram consideradas bruxas e elevadas ao cadafalso ou à fogueira. Observe-se que, em nossos dias, os termos de igualdade dos gêneros estão incompletos. Ainda há violência social contra as mulheres. Portanto, a luta tem que continuar! Entretanto, companheiras, o mundo mudou, e para melhor. Se antes a mulher que pensava em ser cidadã era considerada bruxa, hoje os principais símbolos que ainda sustentam os ideais de emancipação humana são mulheres: Marianne é o símbolo da Revolução Francesa; a estátua da liberdade é uma mulher; a República e a Nação são mulheres, como também a deusa da democracia. Isto confirma que a humanidade deve continuar lutando pela permanente “revolução cultural” para erradicar o machismo da face da terra. Porque, como afirmava o velho Engels, “o índice de emancipação da humanidade mede-se pela liberdade das mulheres”.
Salve 8 de março! Salve às companheiras do BNB e todas as mulheres do mundo!
A Diretoria
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