O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, junto com o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, representantes da Petrobras, do grupo pernambucano Queiroz Galvão e da Norse Energy, inaugurou na última sexta-feira, 9 de fevereiro, as instalações do Projeto Manati, em São Francisco do Conde. O projeto Manati tem por objetivo desenvolver o campo de gás natural denominado Campo Manati, através da execução de trabalhos que possibilitem a extração de 23 bilhões de metros cúbicos de gás natural e 496 mil metros cúbicos de condensado. O empreendimento é da Manati S/A, integrante do grupo Queiroz Galvão.
O projeto estruturante tem a participação de um consórcio formado pela Petrobras e Petroserv e tem o custo total de R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 245 milhões financiados pelo Banco do Nordeste. A plataforma vai incrementar em 50% a oferta de gás natural do Nordeste, com a extração de um milhão de metros cúbicos por dia, além de gerar, pelo menos, 200 empregos diretos e centenas de indiretos.
Segundo Roberto Smith, trata-se de um dos principais financiamentos do BNB na área de infra-estrutura. “A expansão da oferta de gás é estratégica para o crescimento do Nordeste e do Brasil. É um investimento fundamental para aceleração do crescimento do País", afirma o presidente do Banco do Nordeste.
Para o diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, Pedro Lapa, o projeto é estratégico dentro da política de diversificação da matriz energética da Região, definida pelo Ministério de Minas e Energia, e vai permitir a ampliação, a custos menores, de muitos empreendimentos, ao substituir a energia elétrica por gás natural.
O campo possui reservas de gás estimadas entre 23 e 25 bilhões de metros cúbicos e está situado no Bloco BCAM-40 na bacia petrolífera de Camamu-Almada, na parte sul do litoral do Estado da Bahia, mais precisamente na costa do município de Cairú. Esta é uma bacia off-shore e o campo está situado em lâmina d’água de 35 a 50 metros, distante 10 quilômetros da costa.
Para o superintendente de Operações Financeiras, Internacionais e Corporativas do BNB, Cláudio Frota, a contratação representa um caso prático do uso de mecanismos de mercado. "Estruturada de forma a prover uma solução ‘customizada’ para o projeto, a operação viabilizou um empreendimento que, em condições normais, se mostraria inviável pela impossibilidade de ofertas de garantias tradicionais – hipoteca de imóveis e penhor de equipamentos", afirmou.
Ele destacou ainda que a estruturação do financiamento nos moldes de "project finance" contou com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, como co-financiador, em montante equivalente ao aportado pelo Banco do Nordeste.
De acordo com Jeová Lins, gerente da Agência Recife-Agamenon Magalhães (unidade responsável pelo financiamento), a operação é importante tanto pelo aspecto de geração de emprego, quanto pelo fortalecimento do setor energético do Brasil, e fortalece o relacionamento entre o Banco e o Grupo Queiroz Galvão. “O BNB já mantém relação de negócio com o grupo nas áreas de siderurgia, fruticultura irrigada e carcinicultura marítima. Essa contratação só fortalece nosso relacionamento com um dos mais importantes grupos econômicos pernambucanos em atuação no País", afirmou Lins.
Fonte: Banco do Nordeste do Brasil |