Dentre seis bancos, metade não dispunha de máquina de senha. Em um, o aparelho marcava data e horário errados Apesar de uma lei estadual (13.312/2003) prever que o atendimento nos bancos demore, no máximo, 30 minutos, o cliente pode esperar por tempo superior e sair sem ter como comprovar quantos minutos ou horas demorou. Dentre seis bancos com agências na Aldeota, metade não dispunha de máquina de senha ontem. Em um deles, havia o aparelho, mas com data ou horário marcados de forma errada. A reportagem constatou ontem que agências do Unibanco (av. Santos Dumont), Bradesco e Caixa Econômica Federal (ambos na Barão de Studart) não disponibilizavam esse tipo de máquina. Na do Banco do Brasil (Desembargador Moreira), havia senhas, mas sem horário. No Real (Santos Dumont), o aparelho estava funcionando corretamente. Nas agências do Santander Banespa (Aldeota e Centro), as máquinas imprimiam o comprovante com erros. Ontem, às 15h25min, quem chegasse no banco da avenida Santos Dumont obteria senha com data de 5 de janeiro de 2007 e o horário, 9h51min. No dia 15, às 12h40 min, a máquina no Centro acusava 02h58min. Em nota, o Santander ´lamenta os fatos ocorridos´, justifica que houve defeito no equipamento e informa que já foram tomadas todas as providências para solucionar o problema. Segundo o titular do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), Antônio Carlos Azevedo, a lei estadual continua valendo para os bancos, exceto para os que reverteram a decisão na Justiça (Caixa e BB). O Decon já recorreu contra a Caixa. “O cliente pode formular reclamação no Decon contra os que estão descumprindo a lei”, disse. Ele estima que, em março, serão retomadas as fiscalizações.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste |