“Estamos vivendo um ‘novo amanhecer’”. A frase de Celso Furtado, dita pelo presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros, resume o sentimento vivido pela sociedade nordestina, em especial pelos funcionários das instituições de desenvolvimento da Região, após a aprovação na última terça-feira, na Câmara Federal, do Projeto de Lei que recria a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Criada em 1959, com estratégia de atuação traçada pelo economista Celso Furtado, a Sudene nasceu com a importante missão de desenvolver a Região e minimizar as desigualdades sociais e econômicas em relação às demais regiões do país. Apesar disso, foi extinta em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Com a tramitação do Projeto de Lei que recriaria o órgão, as entidades que trabalham em prol do desenvolvimento do Nordeste começaram a travar, em Brasília, uma verdadeira luta para que a aprovação da recriação não significasse o enfraquecimento de outros órgãos, como o Banco do Nordeste do Brasil. Entraram em cena, além das próprias instituições, entidades representativas dos funcionários, como a AFBNB, AABNB e Associação dos Servidores da Sudene. A articulação feita pela AFBNB para que fossem suprimidas emendas que claramente prejudicariam o BNB e consequentemente a Região foi fundamental para o aperfeiçoamento do Projeto de Lei. “Cumprimos o nosso papel institucional, a nossa missão: ao mesmo tempo em que preservamos o BNB, defendemos os interesses de nossos associados e da própria região Nordeste”, afirma Medeiros. Foram diversas idas a Brasília, diversos encontros e reuniões com parlamentares e assessores. Na primeira viagem, a Diretoria foi acompanhada pelo economista Firmo de Castro, contratado pela Associação para prestar consultoria técnica. “Esse processo foi de grande aprendizado para a AFBNB. Agora sabemos quais são os canais mais competentes para tratar os temas que possam afetar a nossa região”, ressalta Medeiros, que esteve ontem em Brasília, juntamente com o pessoal da Associação dos Servidores da Sudene, acompanhando a votação. O projeto foi aprovado com apenas uma alteração: os recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que seriam geridos pelo BNB, permanecerão como hoje, sob controle do Tesouro. “Estamos munidos tecnicamente e politicamente para lutar, em outras ocasiões que surjam, por aquelas leis que fortaleçam as instituições de desenvolvimento regional. Vamos continuar alertas e vigilantes e fazer o que estiver ao nosso alcance para tornarmos realidade o sonho de um Nordeste melhor”, conclui o presidente da AFBNB.
Para ler sobre a aprovação do Projeto de Lei acesso o site do Jornal O Povo no endereço: http://www.opovo.com.br/opovo/economian/651289.html
Fonte: AFBNB |