Reunidos em assembléia, ontem à noite, no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia, os empregados do BNB decidiram cruzar os braços por 48 horas. A paralisação é um protesto contra a postura do banco de não querer pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A direção do BNB, que havia se comprometido em cumprir a Convenção Coletiva assinada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), voltou atrás e teve a petulância de afirmar que houve um "mal entendido" e que desde o início tinha deixado claro que cumpriria a convenção unificada, exceto no que se refere à PLR.
A atitude é inaceitável e representa total falta de respeito com os trabalhadores, que fazem com que o banco apresente desempenho recorde a cada semestre. Os empregados do BNB não merecem o tratamento dado pela atual diretoria da empresa. Somente no ano passado, a PLR dos funcionários paga pelo banco foi de 45% do valor devido. Depois de provocar a perda de 55% da PLR, agora o BNB insiste em não aceitar o acordo com a Fenaban de pagar o benefício no valor de 80% do salário mais R$ 828,00 que tinha de ser paga até o final de outubro e uma parcela adicional que varia entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00, dependendo da lucratividade de cada banco, que tem de ser depositada até março de 2007.
O que está ocorrendo é um absurdo, pois grande parte das instituições particulares e os outros bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) pagaram a PLR desde o mês passado, quando foi assinada a Convenção Coletiva da categoria. A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB decidiu só voltar a se reunir com o banco quando estiver garantido o cumprimento da convenção da Fenaban. |