Logo mais à tarde, a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) e Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Nordeste (AABNB) promovem, na Pontifícia Univesidade Católica-Rio de Janeiro, um debate sobre desenvolvimento regional, com o tema “A importância da dimensão sócio-política para o desenvolvimento regional”.
O convite para que o tema fosse discutido no Rio de Janeiro foi feito pelo professor Ricardo Ismael (Departamento de Sociologia e Política da PUC-RJ), um dos palestrantes da primeira rodada do Ciclo de Debates, ocorrida em Fortaleza, em maio deste ano. Além de Ricardo Ismael, participam do encontro os professores-doutores Eduardo Raposo (Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-RJ), Aspásia Camargo (Diretora Executiva do Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Getúlio Vargas) e Nilson Holanda (professor da Universidade de Brasília, ex-presidente do Banco do Nordeste do Brasil).
O evento encerra o Ciclo de Debates por um Nordeste Melhor, que percorreu quatro capitais do Nordeste no período de maio a agosto deste ano, discutindo – com a comunidade acadêmica, lideranças da classe empresarial e de trabalhadores – propostas para o desenvolvimento daquela Região. As propostas foram sistematizadas em um documento que será entregue ao candidato eleito à presidência da República. O conteúdo do documento também será o tema de um programa televisivo que deverá ser gravado ainda este mês no Canal Futura.
Sobre o documento – O documento Por um Nordeste Melhor – propostas de estratégias para o desenvolvimento regional, tem por objetivo consolidar a reflexão sobre os problemas, desafios e potencialidades do Nordeste, apresentando uma agenda de ações prioritárias e estratégias de intervenção que levem ao desenvolvimento sustentável.
O documento aborda aspectos como as mudanças no cenário econômico mundial, a distribuição de renda e os paradigmas de desenvolvimento enquanto pontos a serem levados em conta ao se construir uma política de desenvolvimento. Além disso, apresenta a necessidade de programas diferenciados para as diversas regiões, tendo em vista a grande disparidade inter-regional e mesmo intra-regionais e reforça a necessidade de se retomar a discussão sobre desenvolvimento regional – que está fora da agenda política e midiática brasileiras desde o início dos anos 90 – e de se formular uma Política Nacional de Desenvolvimento Regional.
Para se alcançar o equilíbrio entre as regiões, com conseqüente desenvolvimento de áreas reprimidas, o documento propõe atenção especial a grandes linhas de ação, entre elas a produção e difusão de conhecimento; fortalecimento de infra-estrutura básica; inclusão social; gestão dos recursos hídricos no semi-árido e mobilização social.
O documento na íntegra será disponibilizado no site da AFBNB. |