Pernambuco está entre as 14 bases que rejeitaram as contrapropostas da Fenaban, do Banco do Brasil e da Caixa. Mesmo o avanço da Caixa no índice da Fenaban foi rechaçado. Assembléia desta 4ª é às 18 horas. Traga seus colegas de banco privado.
Assembléias em separado, na noite desta terça-feira, empregados do Banco do Brasil, do BNB, da Caixa e dos bancos privados decidiram manter a greve nesta quarta-feira. Entre os empregados dos bancos públicos, as propostas tanto da Fenaban - Federação Nacional dos Bancos, como as específicas, foram rejeitadas por ampla maioria, apesar de a Caixa Econômica ter oferecido 1,7% a mais sobre o índice proposto pela mesa geral. A decisão visa manter a unidade do movimento e possibilitar uma avaliação mais precisa do quadro nacional.
Nos bancos privados, a proposta não foi submetida a votação, porque avaliou-se que, para aprovar ou rejeitar, é preciso ampliar a presença da base na assembléia, o que se espera para esta quarta. Clique aqui para saber o resultado das assembléias Brasil afora.
No 15º dia de greve no estado - o sexto da Greve Nacional -, os banqueiros ofereceram 3,5% de reajuste, aplicados sobre todas as verbas salariais, retroativos a 1º de setembro. A proposta vale para todos os bancários, uma vez que também os bancos públicos têm assento na mesa de negociação geral.
Entretanto, há diferenciações no que se refere ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, tanto no caso do Banco do Brasil como da Caixa (veja abaixo). Além disso, a proposta da Caixa contém a promoção de um nível no Plano de Cargos e Carreiras para todos os empregados. Em média, isso representa um ganho salarial de 1,7% além dos 3,5% oferecidos pela Fenaban.
Quanto ao Banco do Nordeste, em negociação no último dia 6, se comprometeu a cumprir a Convenção Coletiva assinada na mesa geral. Todavia, na tarde desta terça-feira, afirmou, por escrito, que não vai cumprir a cláusula referente à PLR.
Por conta das diferentes proposições, o Comando Nacional dos Bancários recomendou que cada sindicato as avaliasse de acordo com cada realidade local e/ou regional, e as levem à apreciação das assembléias. Aqui, em Pernambuco, a assembléia começou unificada, com mais de 700 bancários, depois foi dividida por grupo de bancos, terminando por chegar a decisões idênticas.
Reivindicamos, entre outras coisas, 7,05% de aumento real, mais a inflação de 2,85%, medida pelo INPC: PLR de 5% sobre o lucro líquido do banco, distribuídos igualmente por todos os empregados: 100% do salário bruto, mais R$ 1.500 fixos; 14º salário e 13º cesta-alimentação; fim do assédio moral e da insegurança nos bancos; extensão do horário de atendimento, com dois turnos de trabalho, que se traduz em menos filas e mais emprego; respeito à jornada legal de 6 horas.
Proposta Geral - Fenaban
Reajuste = 3,5% retroativo a 1º de setembro
Participação dos Lucros e Resultados = 80% sobre o salário reajustado + R$ 828 fixos, limitados a R$ 5.496,00, respeitada a distribuição de 5% do lucro líquido para todos os funcionários do banco. Quando o somatório do cálculo da PLR de todos os empregados for inferior a isso, o empregado, individualmente, receberá dois salários a título de PLR, com teto em R$ 10.992,00. O benefício será pago de uma só vez até 10 dias após a assinatura do acordo, e não mais em duas parcelas como tem sido praxe.
Adicional de PLR = Distribuição linear de 8% do lucro líquido, limitado a R$ 1.500. Caso o banco atinja 15% de ganho na rentabilidade, a parcela adicional não seria inferior a R$ 1.000. Se for inferior a 15% sobre o exercício anterior, o empregado recebe o resultado do cálculo da regra básica. Veja exemplos A, B e C:
Banco A = 20 mil empregados Lucro em 2005 = R$ 500 milhões Lucro em 2006 = R$ 600 milhões Ganho = R$ 100 milhões = 20% PLR adicional = 100 x 0,08 : 20 = R$ 400 Vr a ser pago = R$ 1.000
Banco B = 20 mil empregados Lucro em 2005 = R$ 1,5 bilhão Lucro em 2006 = R$ 1,9 bilhão Ganho = R$ 400 mil = 26,67% PLR adicional = 400 x 0,08 : 20 mil = R$1.600 Vr a ser pago = R$ 1.500
Banco C = 2 mil empregados Lucro em 2005 = R$ 150 milhoes Lucro em 2006 = R$ 160 milhões Acréscimo = R$ 10 milhões = 6,7% PLR adicional = 10 x 0,08 : 2.000 = R$ 400 Vr a ser pago = R$ 400
Dias parados = Os banqueiros se comprometem, também, a não descontar os dias parados, sem isentá-los, entretanto. A compensação seria feita até 31 de dezembro deste ano. A partir daí, o que não for compensado fica isento.
Proposta específica do Banco do Brasil
Reajuste = Fenaban PLR = 95% sobre o salário da função + R$ 412 fixos + R$ 1.814,49 (distribuição linear de 4% do lucro líquido) pagos 48 horas após assinatura do acordo
Gratificação de Desempenho = Além da participação nos lucros, o banco distribui uma gratificação condicionada à avaliação de desempenho de cada agência ou setor. O nome corporativo é ACT - Acordo Coletivo de Trabalho e cada local de trabalho no BB tem o seu. Cada agência ou setor teve somar 400 pontos para receber a gratificação integral. O que evoluiu na proposta é que o banco concorda em pagar o benefício proporcionalmente para quem garantir um mínimo de 325,5 pontos.
Proposta específica da Caixa
Reajuste = 3,5% + 1,7%, em média.= 5,2% (Fenaban + promoção de um nível no plano de cargos e carreiras de cada função. Significa ganho mínimo de 1,5% e máxima de 1,94% , ou 1,7% em média.)
PLR = 80% sobre o salário da função+ R$ 3.127 fixos (Fenaban + R$ 1.000 adicionais + R$ 1.339,00) para todos os empregados.
Isonomia = plano de unificação de carreiras em 15 dias após a assinatura do acordo, com criação de 36 níveis.
Alinhamento do PCC = criação de cinco faixas salariais para cargos comissionados técnicos, de assessoramento e de pontos de vendas, com diferença de 2% entre as faixas, com movimentação em janeiro de cada ano, por avaliação de desempenho. A medida, em princípio, atinge cerca de 24 mil empregados
Banco do Nordeste O BNB se comprometera a seguir a Convenção Coletiva assinada na mesa principal. Todavia, na tarde desta terça, recuou e disse que não acata a PLR definida pela Fenaban.
Fonte: Seeb-PE |