Após quatro dias desde a última negociação, na qual se comprometeu a cumprir o acordo da Fenaban, o Banco do Nordeste do Brasil afirmou na rodada de hoje que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não será paga de forma integral. No entanto, ratificou a concessão do índice de 3,5% de reajuste apresentado pela Fenaban. A negociação ocorreu na tarde desta terça-feira, 10 de outubro, no Centro Administrativo do Passaré.
A reunião estava marcada para amanhã, mas foi antecipada devido à confirmação de rodada da Fenaban com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na manhã de hoje. Nela, os banqueiros apresentaram proposta de reajuste de 3,5% no salário e em todas as verbas de natureza salarial (incluindo vale-refeição e outros benefícios). A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) prevê a distribuição de 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Além disso, ainda há uma parcela adicional que será de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500. Para os bancos que tiverem um aumento de pelo menos 15% na lucratividade, fica garantido o mínimo de R$ 1.000.
Diante do exposto, os negociadores do Banco afirmaram que a Instituição vai conceder o reajuste salarial apresentado. Em relação à PLR, entretanto, foi destacado que o BNB só seguirá a Fenaban na proporção do que ele poderá distribuir. Sobre a possibilidade de antecipação da primeira parcela da PLR, requerida pela Comissão Nacional, os negociadores do Banco sinalizaram ser possível negociá-la considerando o resultado do lucro apresentado no primeiro semestre, de R$ 76 milhões. O valor seria de 40% do salário mais R$ 414,00. Sobre este adiantamento, o Banco ficou de dar uma resposta o início da noite, mas até às 18h30 não havia mantido contato com as entidades.
Durante a negociação, houve uma divergência no tocante à negociação dos dias parados. A representação da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe apresentou a proposta de que os dias parados deveriam ser abonados integralmente, sem compensação ou descontos de qualquer natureza. Já o coordenador da Comissão Nacional apresentou proposta de compensação.
A rodada prevista para amanhã ficou mantida, a partir das 14h, sendo que as discussões sobre Camed e Capef ficaram para uma próxima oportunidade, devido à incompatibilidade de agenda dos presidentes das coligadas.
Avaliação – Na avaliação da AFBNB e da Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe, foi prejudicial o fato da Comissão Nacional ir para a negociação sem a reunião preparatória, apesar da insistência das duas entidades. Dessa forma, os representantes dos funcionários foram para a negociação sem uma proposta unificada, o que ocasionou posicionamentos divergentes na mesa, a exemplo do desconto dos dias parados e do posicionamento da CNFBNB sobre a suspensão ou não da greve.
Em relação ao Banco, os representantes das duas entidades entendem que a Instituição não apresentou nenhuma novidade; confirmou apenas que seguiria o índice da Fenaban – compromisso que já tinha assumido – mas que não seguiria o pagamento da PLR integralmente. Dessa forma, as negociações com o BNB continuam longe de atingir o patamar do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Como a Comissão Nacional não se reuniu após a negociação para fechar a orientação aos sindicatos – o que contribui para o enfraquecimento do movimento – a avaliação da AFBNB e da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe é dos benebeanos permanecerem e fortalecerem a greve.
Presenças – Pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, estiveram presentes: Tomaz de Aquino, Cláudio Rocha e Océlio Silveira (SEEB/CE); Marcos Vandaí (Contraf-CUT); Miguel Nóbrega e Roberto Figueiredo (AABNB); Assis Araújo, Francisco Ribeiro de Lima (Chicão), Alberto Ubirajara e Ademir Costa (AFBNB); e Waldenir Britto (Federação dos Bancários BA/SE).
_____________________________________________________________ Informe da AFBNB e Federação dos Bancários BA/SE
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