Com muita força e disposição para lutar, caso não haja acordo, os bancários da Bahia completam amanhã 15 dias de greve. A categoria está mobilizada e vai manter os piquetes, manifestações, passeatas e o quadro de paralisação até que os banqueiros apresentem uma proposta que corresponda ao reivindicado.
Até o momento, já ocorreram sete rodadas de negociação e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) só ofereceu 2,85% de reajuste, quando os bancários reivindicam 7,05%. A expectativa da categoria é que seja marcada uma nova rodada de conversação o mais rápido possível para que o impasse chegue ao fim.
Enquanto os banqueiros não cedem, a ordem é fazer pressão e intensificar ainda mais o movimento. Em Salvador, permanecem de braços cruzados cerca de 85% dos 8.037 bancários. Hoje, a paralisação nos bancos privados ganhou mais impulso, os trabalhadores, que enfrentaram perseguição e repressão policial, principalmente no Bradesco, conseguiram lacrar 55% das agências.
A adesão também continua intensa no Banco do Brasil, Caixa e BNB, que estão com 95% das agências fechadas desde o dia 26 de setembro. Os empregados dos bancos públicos não agüentam mais tanta enrolação e prometem resistir e manter a greve até o fim do impasse.
Fonte: SEEB/BA |