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Notícias

  03/10/2006 

Bancários negociam com a Fenaban nesta terça preparados para a greve

Dois dias antes do início da greve geral por tempo indeterminado dos bancários, a Fenaban e o Comando Nacional realizam nesta terça-feira a sétima rodada de negociações. Caso os banqueiros não apresentem uma proposta séria que contemple aumento real de salários e uma PLR maior, os trabalhadores devem referendar a greve em assembléias marcadas para esta quarta-feira. A negociação com a Fenaban está marcada para as 15h, em São Paulo.

“Já estamos em Campanha há quase dois meses e até agora os banqueiros só apresentaram uma proposta, que soou como provocação para a categoria. Voltamos a nos reunir com a Fenaban nesta terça-feira e se nossas reivindicações não forem atendidas vamos parar a greve partir desta quinta-feira, sem data para voltar ao trabalho”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

Na última rodada de negociações, realizada no dia 27 de setembro, a Fenaban propôs 2% de reajuste, menos que a inflação do período, estimada em 2,8% segundo o INPC. Sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os banqueiros se propuseram a pagar 80% do salário, mais R$ 816 de parte fixa, com R$ 500 no caso de o banco aumentar sua lucratividade em pelo menos 25%.

“A proposta é uma vergonha, porque os banqueiros estão querendo é reduzir os salários. Rejeitamos esta proposta de pronto, pois além de não conter aumento real ela é menor que a do ano passado, mesmo com aumentos recordes de lucratividade”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.

Mobilização

Depois da greve de 24 horas realizada na terça-feira passada, os bancários do país inteiro permaneceram mobilizados para pressionar a Fenaban. Desde a última rodada de negociações, na quarta-feira, o Comando Nacional orientou para que os sindicatos realizem assembléias no dia 4 de outubro para votar a greve por tempo indeterminado a partir do dia seguinte.

Nesta segunda-feira, os bancários do Rio de Janeiro, Brasília, Pernambuco, Florianópolis e Maranhão cruzaram os braços. Em Porto Alegre, Bahia e Rio Grande do Norte as paralisações atingiram os bancos públicos.

Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional 2006

Índice de reajuste
7,05% de aumento real, mais a inflação no período (1º/09/ 2005 a 31/08/2006)

Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
5% do lucro líquido linear para todos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500

Saúde e condições de trabalho
Fim do assédio moral

Fim das metas abusivas

Isonomia para todos

Mais segurança bancária

Defesa do emprego
Ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe dispensas imotivadas

Ampliação do horário de atendimento bancário com dois turnos de trabalho

Mais contratações

Respeito à jornada de seis horas

Piso da categoria
R$ 1.500 (valor atual R$ 839,93)

Auxílio-creche/babá
Um salário mínimo, R$ 350 (valor atual 165,34)

Cesta-alimentação
R$ 300 (valor atual 230,02)

Gratificação de caixa
R$ 500 (valor atual R$ 226,65)

13ª Cesta-alimentação

14º salário
 
Fonte: Contraf-CUT

Última atualização: 03/10/2006 às 14:16:00
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