Um total de R$ 572,4 milhões em investimentos no Ceará. Esta foi a proposta aprovada ontem durante o Encontro de Trabalho para Discussão e Elaboração da Programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o ano de 2007. O evento contou com a participação de representantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Ministério da Integração Nacional, além de lideranças dos setores público e privado locais.
A proposta orçamentária foi discutida a partir de metas apresentadas pelo BNB, que foram formuladas com base nas diretrizes do Ministério da Integração, em pesquisas, grupos de trabalho, fóruns, agências, entre outros espaços de discussão. De acordo com dados apresentados pelo gerente da Cédula de Desenvolvimento Territorial da Superintendência Estadual do BNB no Ceará, José Airton da Silveira Júnior, os recursos aplicados no Ceará através do FNE em 2005 totalizaram R$ 459,4 milhões, destinados aos setores de agricultura (3,9%), agricultura familiar (24,06%), pecuária (7,49%), indústria (25,79%), agroindústria (1,36%), turismo (7,93%) e comércio e serviços (29,47%). Para 2006 foi orçado o valor de R$ 492 milhões. Deste valor, R$ 236,4 milhões já foram aplicados.
O documento aprovado no encontro indica a meta de um financiamento no valor de R$ 572,4 milhões para 2007, distribuído nos mesmos setores do ano passado, incluindo a área de infra-estrutura. Segundo Silveira, as propostas deverão ser encaminhadas ao Ministério da Integração Nacional até o final de setembro. "Consolidadas as propostas de todos os estados, serão feitos ajustes, podendo até aumentar valores", afirma. Nos próximos dias, serão realizados encontros para propor planos de aplicação dos recursos do FNE em outros oito estados nordestinos, além do Espírito Santo e Minas Gerais.
Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (Ipece), Marcos Costa Holanda, além do FNE, a região Nordeste necessita de complementos orçamentários. "Não existe política de desenvolvimento regional sem recursos. E alguns setores estão dando uma contribuição maior para a economia cearense, como o agropecuário, o que mais se expandiu, com um crescimento de 16%, aproximadamente".
O presidente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), José Sydrião Alencar Júnior, afirma que a tendência dos próximos anos é a aplicação de recursos do FNE a menores custos, nas principais áreas de investimento, como fruticultura, turismo, têxtil, calçados, confecções, carnicicultura e o terminal de múltiplo uso no Porto do Pecém.
PROPOSTA
Setores/Segmentos R$ (mil) Agricultura 34.974 Agricultura Familiar 178.800 Pecuária 45.921 Indústria 165.961 Agroindústria 20.755 Turismo 30.000 Comércio/Serviços 47.246 Infra-estrutura 48.534 TOTAL 572.460
* Os dados poderão ser modificados de acordo com as propostas dos demais estados do Nordeste
Fonte: Jornal O Povo
|