O Sindicato dos Bancários do Ceará e a Caixa Econômica Federal (Caixa) assinaram um acordo para ressarcir os trabalhadores da categoria das perdas inflacionárias causadas no Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) pelos Planos Verão e Collor. A correção dos expurgos inflacionários será de 42,72% para o primeiro e de 44,80% para o segundo. Esse acordo abrange bancários e ex-bancários que eram titulares de contas de FGTS em janeiro de 1989 e abril de 1990.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Marcos saraiva, sobre o saldo do fundo daquela época corrigido por esses percentuais, haverá ainda o pagamento de juros de mora. A reposição das perdas será integral e paga em um só parcela. Para quem está na ativa, o ressarcimento será feito na conta vinculada ao FGTS. Já para os aposentados e demitidos, o pagamento será efetuado diretamente ao trabalhador.
Conforme o Sindicato, existem cerca de 11 mil bancários no Estado entre ativos e aposentados. No entanto, Saraiva não sabe precisar quantas pessoas irão se beneficiar e aceitar esse acordo. “Acreditamos que grande parte da categoria deva aderir”, informa. Para agilizar a adesão, com a conseqüente assinatura do contrato, o Sindicato monta uma super estrutura.
“Essa uma questão de interesse de toda a sociedade, visto que não são apenas os bancários que têm direito à reposição. Nossa intenção é chamar a atenção de todos os trabalhadores e promover a validade do acordo não só para a categoria, mas também para todas as pessoas que tenham trabalhado em 1989 e 1990 com carteira assinada e depósitos no FGTS”, afirma.
Os interessados em fazer o acordo devem procurar o sindicato, que já acertou com a Caixa o fornecimento dos extratos do FGTS para saber se o trabalhador tem, ou não, direito ao ressarcimento e de quanto ele será.
Este não é um acordo inédito. A Caixa já fez outros nos mesmos moldes com a CUT, os desenhistas, os metroviários e bancários do Estado de São Paulo.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste |