Na terceira rodada de negociação, ocorrida ontem(29), os banqueiros continuaram intransigentes quanto a dividir, de forma menos egoísta, os lucros estratosféricos com a categoria. Os banqueiros não propuseram NADA.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários do Maranhão, Luís Carlos Oliveira, a mobilização e luta são as armas dos bancários contra a intransigência dos patrões. “Ainda não avançamos. A próxima rodada está marcada para semana que vem, sem data definida ainda. Mas já convidamos os bancários para participarem das mobilizações que fortalecerão a nossa luta a partir do dia 04 de setembro”, enfatiza.
PLR – os banqueiros podem pagar!
Segundo dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, em 2005, o gasto com a PLR representou 7,45% do lucro das instituições do sistema bancário. Com a projeção de 2006, esse número subiria para 7,56%.
No ano passado, os bancários receberam 80% do salário, mais R$ 800. Agora, em 2006, se os bancos ajustarem à PLR a projeção do crescimento do lucro, poderão chegar facilmente ao que os trabalhadores exigem: 1 salário mais R$ 1.500.
O fato é que na hora de dividir com o trabalhador, os banqueiros não levam em conta o crescimento exorbitante dos lucros. Ou seja, o lucro sobe, sempre, um percentual maior do que os valores da PLR.
Os bancários querem que haja uma distribuição linear de 5% do lucro, para que quem ganhe menos, tenha mais dinheiro no bolso.
Segurança e assédio moral
Os temas serão discutidos nas mesas específicas. Quanto ao assédio, depois de ser desafiado na semana passada a apresentar dados técnicos sobre assédio moral, o Comando Nacional também entregou, nesta terça, pesquisa nacional feita com milhares de bancários que demonstra que mais de 40% relataram que foram vítimas de atitudes negativas no local de trabalho e boa parte já foi exposta a situações de assédio, além de documento com reflexões sobre o tema.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão |