Na última sexta-feira (16/7), em todo o país, bancários reivindicaram - junto com a Central Única dos Trabalhadores - mudanças na política econômica do governo Lula, no Dia Nacional de Manifestação e Luta. A categoria quer aumento real de salário (25% - composto por 6,22% da reposição da inflação e 17,68% de aumento real), ampliação do emprego com diminuição da jornada e redução da Selic, assim como dos juros e tarifas bancárias. A Confederação Nacional dos Bancários que representa uma categoria de 350 mil, esteve engajada com bancários nas manifestações com as CUTs estaduais.
O principal eixo de luta foi a retomada do crescimento, com geração de emprego e distribuição de renda, para se enfrentar uma conjuntura que apresenta manutenção das elevadas taxas de desemprego, diminuição do poder aquisitivo dos salários, um superávit primário recorde de 6,35% e uma previsão de crescimento do PIB de apenas 3% aproximadamente.
Em Fortaleza, a categoria percorreu o centro da cidade com a participação de parlamentares da esquerda. Uma parada em frente ao BEC protestou contra o processo de privatização pelo qual se encontra o Banco.
Em Salvador, cerca de cinco mil pessoas saíram às ruas, na tarde de sexta-feira, para reivindicar a retomada do crescimento econômico, geração de emprego e renda, ampliação dos direitos trabalhistas, reforma agrária, contra a Alca e a renovação do acordo com o FMI.
No Maranhão, o Sindicato dos Bancários participou de manifestação em frente ao Banco do Brasil da Deodoro. O presidente do Sindicato, Raimundo Costa, falou sobre a necessidade da mobilização para que o governo cumpra o compromisso assumido com o povo. "A cobrança de altas taxas de juros e tarifas tem explorado o povo e garantido o pagamento de todas as despesas dos bancos. Já os bancários são submetidos ao arrocho salarial. As perdas nos últimos 12 anos já beiram os 90%. A nossa luta é pelo compromisso do governo com o trabalhador e com todo povo brasileiro", discursou Costa.
No Rio Grande do Norte, os bancários participaram das atividades do Dia Nacional de Mobilização. O ponto culminante foi um ato político/cultural realizado no calçadão da rua João Pessoa, no Centro de Natal.
Fonte: CNB/CUT |