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Notícias

  23/06/2006 

Assédio é epidemia

A violência física e psicológica no local de trabalho está aumentando em todo o mundo e atingiu níveis epidêmicos em muitos países industrializados. É o que conclui um estudo publicado pela OIT - Organização Internacional do Trabalho. Segundo os dados, a violência no trabalho, incluindo prepotência, assédio sexual e agressão física, pode estar custando entre 0,5% e 3,5% do PIB - Produto Interno Bruto dos países, por conta da queda de produtividade e licenças médicas.

Profissões antes consideradas "seguras", como magistério, serviços sociais, serviços de biblioteca e tratamento de saúde hoje sofrem níveis crescentes de violência física. Quanto clara tendência ascendente em prepotência, assédio e intimidação de trabalhadores, afetando mais de 10% da força de trabalho européia, por exemplo. Em termos de assédio sexual, os trabalhadores de centros de telefonia são um grupo de risco pouco reconhecido. Uma pesquisa na Alemanha descobriu que três em cada quatro mulheres trabalhadoras relataram telefonemas de assédio sexual.

Programas de cumprimento de metas na base desta realidade
Para os sindicatos, os programas de cumprimento de metas tem contribuído, em grande parte, com esta realidade. Exemplo disso é o recém-lançado projeto Arte, do ABN. O programa, em verdade, nada tem a ver com qualquer expressão artística ou cultural. O nome é apenas referência às iniciais de Ação, Resultado, Tenacidade e Excelência. E, desde que foi implantado, ele apenas vem favorecendo, com o aumento da pressão e sobrecarga de trabalho nas agências, situações de assédio moral e doenças ocupacionais. Ameaças de demissão, divulgação de listas com os piores resultados, chacotas e humilhações são exemplos de situações de assédio que vem se ampliando desde a implantação do programa de metas.

O Sindicato faz ato hoje no antigo Bandepão, na Boa Vista, com o reforço de um grupo de teatro. No foco das denúncias, este e um outro projeto do ABN - o 2 X 1, que prevê que um gerente operacional passe a se responsabilizar por duas agências. As atividades serão realizadas, ainda, em outras três unidades do ABN-Real.

No BB, reuniões discutem assédio moral
No Banco do Brasil, o assédio moral vem sendo foco de várias reuniões nas agências. O banco é campeão de reclamações em Pernambuco. As denúncias, geralmente, também estão relacionadas aos programas de cumprimento de metas. O assédio se configuraria através de mensagens eletrônicas intimidatórias ou ameaças de demissão e transferência. Teria origem nos topos da pirâmide funcional, atingiria os gerentes e estes acabariam por repassá-lo aos demais empregados. Como resultado, há exemplos de agências inteiras com problemas de saúde psíquica. No próximo dia 27, o assunto será pauta de discussão entre os trabalhadores da Superintendência e da agência que funciona no mesmo prédio.

Fonte: Agência CUT - Seec/PE

Última atualização: 23/06/2006 às 11:22:00
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