Colegas, no ano de 2004 e 2005, centenas de novos funcionários se somaram na missão de desenvolver o Nordeste através do BNB. Centenas de jovens, pais e mães de família largaram suas casa rumo ao interior, esperançosos de um futuro melhor para si para seus conterrâneos.
Porém, hoje, esse futuro encontra-se cada vez mais ameaçado, para não dizer inalcançável. O PCR, somado ao Plano de Funções da forma como está proposto, cortará de imediato cerca de 20% da remuneração de várias colegas, além de promover a perda de expectativa quanto a uma ascensão funcional digna. Essa redução da remuneração elimina a possibilidade de vários companheiros e companheiras continuarem se dedicando ao Banco tal como já se dedicam hoje. O alto nível de evasão dos novos funcionários é o maior reflexo disso. Essa situação coloca em risco o próprio futuro do Banco, pois o Plano apresentado, com características de rebaixamento salarial, não incentiva a construção de uma carreira na Instituição. Para ilustrar essa situação: de dez/2004, dos 93 aprovados do concurso em PE, apenas 49 ainda permanecem no Banco. Em 12/01/2006 foram convocados mais 52, dos quais só 29 quiseram assumir, e destes, alguns pretendem migrar para a CEF e BB.
Nesse sentido, entendemos o PCR e o PFC como um duro ataque ao conjunto dos funcionários, ao futuro do Banco e a missão de desenvolver o Nordeste. Por isso, queremos reafirmar a posição da AFBNB de oposição a esse PCR/PFC.
Por um plano justo, sem redução salariais, coerente com a missão desenvolvimentista do BNB.
Fortaleza-CE, 17 de março 2006.
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