A segunda rodada de negociações entre a Executiva Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenabam), realizada na última terça-feira, 6/7, tratou das cláusulas econômicas e emprego.
Os bancários, logo no início da reunião, reforçaram a reivindicação do aumento real de salário, ressaltando que o setor financeiro tem condições de incorporar parcela da lucratividade e da rentabilidade aos salários, remunerando melhor seus empregados. Os representantes dos banqueiros alegaram dificuldade para conceder aumento real de salários, porque isto gera aumento nos custos fixos.
Para o secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, que participou da negociação, a declaração causa espanto. “Se colocarmos a alegada dificuldade em conceder aumento real de salários diante dos lucros exorbitantes que os bancos apresentam e que os bancários e a sociedade já conhecem, esta argumentação se revela inaceitável”, constata.
Sobre os empregos, os bancários cobraram dos patrões a responsabilidade social tão propagada, propondo a garantia de emprego e ratificação da Convenção 158, que trata das demissões imotivadas, mas a contraproposta dos banqueiros é a regulamentação das demissões, reafirmando que a maior parte das dispensas, cerca de 80%, ocorre a pedido dos bancários. Os representantes da Executiva contestaram a declaração, que vem sendo desmascarada pelo movimento sindical, que homologa maior parte das rescisões e já provou que as demissões são feitas pelas empresas.
A questão do emprego e os temas econômicos, assim como a jornada de trabalho e cláusulas sindicais e sociais, voltam a ser discutidos no dia 20/7, quando ocorre a próxima rodada de negociação, às 15h. A Executiva se reúne às 9h, na sede da CNB/CUT.
Sobre esta rodada, a Executiva Nacional dos Bancários avaliou que a postura dos banqueiros foi um mal começo, negando o pretenso interesse de buscar um acordo rápido. Para se contrapor a isto, a luta dos bancários é que fará a diferença.
Fonte: CNB/CUT |