A defesa do reajuste digno às pensões e aposentadorias, o pleno cumprimento do Estatuto do Idoso e o fortalecimento da Previdência Social pública são as principais reivindicações defendidas pelos delegados que representam o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sintap) no 9º Concut.
"A Constituição de 88 determinou que o reajuste dos benefícios dos aposentados deve ser vinculado ao aumento dado aos salários dos trabalhadores da ativa, o que não vem ocorrendo, pois o desgoverno FHC implementou o fator previdenciário. Tal fator nada mais é do que um perverso redutor, um mecanismo de arrocho sobre os nossos benefícios, que precisa ser extinto", defendeu José Arsênio de Gouveia, da direção do Sintap. Vindo da pequena cidade de Madre de Deus, no interior mineiro, seu Arsênio lembra que a questão está sendo debatida no Senado, que já se pronunciou contrário à medida. "Temos que ampliar a pressão e derrotar definitivamente este absurdo", sublinhou.
Sobre o Estatuto do Idoso, o diretor de Comunicação do Sintap, Epitácio Luiz Epaminondas, lembrou que embora a sanção presidencial tenha representado um reconhecimento a uma luta histórica, precisa ser implementado na prática. "São avanços em direitos na saúde, no transporte, na moradia, que tem impacto direto sobre a vida de metade da população brasileira, cerca de 90 milhões de pessoas, aposentados, pensionistas e familiares que vivem dos seus proventos.O Brasil é muito grande e sem uma maior fiscalização do poder público, principalmente em relação à gratuidade no transporte intermunicipal, a lei vira letra morta", frisou Luizão, que é do ABC paulista.
Para a gaúcha Terezinha Perissinoto, da Coordenação Estadual do Sintap, "é preciso garantir que o reajuste de 16,67% garantido ao salário mínimo seja estendido a todos os aposentados e pensionistas, como quer o Senado". "Se há recursos para o superávit primário, para remunerar com altos juros o sistema financeiro, nada mais justo do que ampliar a conquista", sublinhou. Dos 24 milhões de benefícios pagos pela Previdência, 16 milhões receberam o índice, com os demais oito milhões recebendo apenas os 5% de inflação do período.
Coordenador do Sintap na Baixada Santista, Luiz Augusto de Almeida Filho, defendeu a necessidade de um maior envolvimento do conjunto dos Sindicatos "para fazer valer os nossos direitos e ampliar as nossas conquistas, que serão coletivas, para esta e as futuras gerações". A participação nos Conselhos da Saúde, da Previdência e do Idoso, seja a nível nacional, estadual ou municipal, defendeu o dirigente, é uma questão fundamental para o aumento da inclusão social e da cidadania desta expressiva parcela da população.
Fonte: CUT |