Novo patrão, cargos com mais atribuições e preocupação em cumprir metas. A mudança definitiva da marca do Banco do Estado do Ceará (BEC) a partir de hoje deixa apreensivos muitos dos cerca de 800 bancários que antes trabalhavam no banco federalizado e foram incorporados ao quadro privado, de acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Ceará, Robério Ximenes. “Tenho notado muita apreensão porque mudou o ritmo de trabalho, mesmo com o fato de o Bradesco não ter tomado atitudes mais drásticas ”, explicou.
O Bradesco deixou claro durante o processo de transição que não pretendia trabalhar com programas de demissão em massa. O representante do Sindicato ressaltou que vários ex-becistas, para manter o padrão salarial, estão sendo enquadrados em cargos de chefia e temem que o “padrão Bradesco” não seja alcançado. “Tem de vender produtos e apresentar resultados. Isso vai causar alguns transtornos“, avaliou Ximenes.
ENDIVIDAMENTO - O endividamento de alguns desses funcionários é outra preocupação do Sindicato. A entidade negociou com o Bradesco a manutenção dos juros do crédito rotativo já contratado pelos por seis meses.
Fonte: Diário do Nordeste |