Mais de cinco mil pessoas disputaram, ontem à tarde, as 95 vagas oferecidas pelo concurso de Técnico de Nível Superior para o Banco do Nordeste (BNB). Em Fortaleza, as provas foram aplicadas no Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e no Instituto de Educação do Ceará, de acordo com a ordem alfabética dos concorrentes.
Dois mil e noventa e quatro candidatos se inscreveram para realizar as provas em Fortaleza. Mas outras quatro capitais brasileiras também sediaram, simultaneamente, o concurso: Salvador, Brasília, São Luís e Recife.
A tranqüilidade, conforme a entidade responsável pela realização do concurso, a Associação Cearense de Estudos e Pesquisas (Acep), perdurou durante as cinco horas de aplicação das provas em Fortaleza, no Bairro de Fátima.
Entretanto, quem fez as provas no Instituto de Educação reclamou das precárias instalações do local. Para a advogada Samiry Senna, o calor, a pequena sala e o estado da cadeira dificultaram a concentração. Em busca da sonhada estabilidade financeira, ela estuda regularmente e sempre se inscreve em concursos.
Este também é o caso da advogada Mariana Alves, que criticou o conteúdo das provas. Segundo ela, existiam muitas questões incoerentes. Além disso, “a prova não foi dividida por conteúdo, não tinha uma ordem e isso quebrava o raciocínio”, conta.
Do total de 5.705 inscritos para o BNB, 2.350 concorreram a vagas para advogado, 1.172 para analista de tecnologia da informação, 473 para economista, 1.412 para agrônomo, 143 para engenheiro de segurança do trabalho e 155 para médico do trabalho.
Todas as provas aplicadas ontem foram de caráter eliminatório e classificatório. Os candidatos responderam à questões de Conhecimentos Básicos - Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico e Quantitativo - e Conhecimentos Específicos. Os classificados ainda passarão por uma avaliação de aptidão física, também de caráter eliminatório.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste |