A chamada “era Byron” significou oito anos de chumbo contra sua força de trabalho: assédio moral, transferências desumanas com destruição de famílias, demissões injustas, atitudes nazi-fascistas contra representações classistas, violações dos mais elementares direitos democráticos e sindicais , cerceamento da liberdade de opinião e, como mais grave, a institucionalização da ideologia do medo como forma maior de opressão e de existência funcional.
Convencionou-se chamar de “esqueletos” da era Byron os passivos que têm impactado, negativamente, em seus resultados operacionais e que, invariavelmente, são citados nas observações dos Balanços Patrimoniais e Contas de Resultados nos três últimos períodos, como “herança maldita” da gestão anterior.
Entretanto, companheiros, o “passivo” mais nefasto, o passivo mais oneroso, a herança mais maldita são os outros esqueletos vivos que assimilaram como excelentes pupilos os métodos truculentos como instrumento (arma) de uma “boa gestão”.
A AFBNB tem recebido denúncias de práticas opressoras de gestão perpetradas contra companheiros, notadamente na fase de “Avaliação do Desempenho” que, ao invés de ser um meio de aperfeiçoamento e qualificação da força do trabalho do Banco, torna-se um tacape nas mãos de gestores autoritários.
Alertamos à alta administração do Banco para “liquidar” estes passivos intangíveis, verdadeiros “esqueletos vivos”, seguidores fiéis de um “paradigma” de gestão que tantos “pontos de estrangulamentos” colocaram nos caminhos do Banco em sua função de desenvolver a região. Tais esqueletos, em insistirem existindo, a consolidação da atual gestão como boa imagem democrática fica seriamente comprometida.
José Frota de Medeiros Presidente da AFBNB |