No ano em que o nosso Banco apresentou os melhores resultados da sua história, o funcionalismo benebeano foi apenado com uma pífia participação nos lucros. Para quem sofreu oito anos de ditadura, não é justo que, no clarear da democracia, em que todos mostraram a sua competência e dedicação, além da confiança nos seus dirigentes, imputar-nos mais este sacrifício.
O que está acontecendo em relação à PLR seria comum e esperado na Era Byron, mas totalmente constrangedor e humilhante na administração do Sr. Smith.
Sabemos que o problema vem da administração anterior, pautada pela incompetência no trato do dinheiro público, mas a atual administração também detém a sua parcela de culpa, por não conseguir reverter tais mazelas em três anos de comando. O funcionalismo, em nenhum momento, teve culpa nos erros dos seus gestores e, mesmo assim, está sendo responsabilizado neste episódio.
O BNB - por meio de uma grande campanha publicitária - e a grande imprensa alardeiam em todos os rincões deste Brasil: a maior aplicação de todos os tempos; o melhor desempenho de sua história; o melhor presidente entre todos do BNB. Aliás, nosso presidente já confessou a todos que se sente um verdadeiro bancário, mas vem a pergunta: será que foi somente a alta administração que aplicou 12,5 bilhões? Será que a tecnologia do BNB é tão eficiente que distribui dinheiro sem o contato humano? Será que as agências são impulsionadas por robôs autômatos controlados pela Direção Geral?
Todos os benebeanos deram o seu suor e suas lágrimas por esse resultado, confiantes no seu capitão, Sr. Smith. Agora nos resta receber o nosso quinhão desse resultado. É o momento de sermos tratados verdadeiramente como "o Maior Cabedal do BNB" e não como simples autômatos.
A participação nos resultados é um direito inalienável e uma obrigação moral da administração do Sr. Smith.
A Diretoria da AFBNB |