Está enganado quem pensa que o aumento do lucro nos bancos está ligado somente à ampliação do número de correntistas. Outros fatores contribuem para os desempenhos extraordinários. Além do trabalho do bancário, as tarifas engordam os cofres das organizações financeiras.
Pesquisa do Procon-SP confirma. Das 40 tarifas prioritárias do Itaú, 42% foram reajustadas nos últimos meses. A receita proveniente dos clientes também foi a maior entre as empresas do setor, R$ 13,3 bilhões, crescimento de 17,8%. O banco foi o que registrou o melhor desempenho no semestre, com lucro líquido de R$ 9,5 bilhões, alta de 33% ante o mesmo período do ano passado.
O Bradesco, segunda organização financeira com maior lucro em seis meses, aumentou em 17% as tarifas dos serviços. Resultado. A lucratividade teve alta de 22,9% e chegou a R$ 7,2 bilhões.
O único que apresentou aumento das tarifas, mas não obteve elevação do lucro líquido tão significativo foi o BB. O resultado tem uma explicação. No ano passado o ganho semestral do banco alcançou os R$ 10 bilhões por conta da abertura de capital do BB Seguridade.
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