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22/02/2006 |
Semi-árido cearense terá R$ 330 mi |
Recursos da ordem de R$ 330 milhões devem ser investidos no semi-árido cearense pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no decorrer de 2006. Segundo o superintendente do banco no Ceará, Isaías Matos Dantas, o valor está previsto no planejamento financeiro da instituição, correspondendo a 66% do montante a ser ofertado para financiamento. Confirmadas as projeções, o ano de 2006 deve fechar com incremento de 164% sobre o montante destinado à região em 2005, quando foram empregados R$ 125 milhões, correspondendo a 84% do montante total. Esse aumento da participação dos recursos destinados aos empreendimentos do semi-árido representa um aumento até mesmo em comparação ao padrão da legislação que criou o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que já estabelecia a destinação de pelo menos 50% do valor total a projetos da região. Na prática, o cumprimento dessa cláusula não tem gerado maiores problemas. De acordo com o planejamento do BNB para esse ano, o FNE deve injetar recursos de R$ 492 milhões. Confirmada a previsão para o semi-árido, o destino deve mobilizar 67% do total. Apesar do predomínio das atividades agrícolas, com destaque para o apoio à agricultura familiar, com orçamento de R$ 137 milhões, atividades como indústria e comércio também podem ter acesso aos empréstimos. O diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, Pedro Eugênio Cabral, destaca duas variáveis como decisivas no aumento dos investimentos na região do semi-árido. O primeiro seria um acúmulo de recursos gerado pelo excedente acumulado durante a gestão anterior. “Entre os anos de 1999 e 2002, o banco deixou de investir, por falta de projetos aprovados, R$5,5 bilhões captados junto ao Governo Federal. Esse acúmulo deu sustentação para ampliarmos as linhas de financiamento”, ilustra. Ele elenca ainda a criação de linhas de financiamento, com adaptação a novas realidades e o fim de restrições a determinados tipos de empreendimentos. “O acesso ao crédito das empresas situadas no semi-árido foi universalizado. A aplicação do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) saltou de R$200 milhões em 2002 para R$1,05 bilhões em 2005”, acrescenta. BENEFÍCIOS - Apesar de terem de lidar com dificuldades climáticas e enfrentar limitações por conta do perfil da mão-de-obra, os investidores interessados no semi-árido têm como obter, junto ao BNB, vantagens que diminuem o risco da operação. É prática comum do banco dar um abono de 15% sobre os juros acumulados ao longo do pagamento para os tomadores de empréstimos que se mantiverem adimplentes. No semi-árido, essa bônus é de 25%. Para empreendimentos a serem iniciados, a instituição só financia até 50% do valor total do projeto. Caso opte por deslocá-lo para uma zona do semi-árido, o empreendedor pode pleitear até 70% do capital inicial. Já nos projetos de expansão e modernização de negócios, os percentuais ficam entre 70%, para os de fora do semi-árido, e até 100%, dependendo do município e do porte da atividade a ser desenvolvida, se na área mais seca. Fonte: Jornal Diário do Nordeste |
| Última atualização: 22/02/2006 às 10:27:00 |
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