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  17/02/2006 

Reduzir a pobreza

Os países da América Latina devem lutar contra a pobreza de maneira mais enérgica se desejam alcançar maior crescimento e competir com a China e outras economias dinâmicas da Ásia, segundo afirma um novo informe do Banco Mundial. Segundo o informe Poverty Reduction and Growth: Virtuous and Vicious Circles (Redução da pobreza e crescimento: Círculos virtuosos e círculos viciosos), embora o crescimento seja chave para a redução da pobreza, é a própria pobreza que impede alcançar taxas de crescimento altas e sustentadas na América Latina, região que continua sendo uma das mais desiguais do mundo e onde quase a quarta parte da população vive com menos de US$2 ao dia.

O documento afirma que o crescimento é decisivo para a luta contra a pobreza. Em média, por cada 1% de crescimento econômico, a pobreza diminui 1,25% na América Latina. Cerca de 25% dos habitantes da América Latina vivem com menos de US$ 2 por dia. Enquanto a China experimentou taxas anuais de crescimento per capita de aproximadamente 8,5%, entre 1981 e 2000, o que reduziu a pobreza em 42 pontos porcentuais, o PIB per capita da América Latina diminuiu em 0,7% durante os anos 80 e aumentou cerca de 1,5% durante os anos 90, sem que os níveis de pobreza mudassem de forma significativa.

Nos últimos 15 anos, a pobreza diminuiu ligeiramente na América Central (de 30% para 29%), aumentou na Comunidade Andina (de 25% para 31%) e reduziu na zona do Cone Sul (de 24% para 19%). No Caribe, a Jamaica experimentou uma diminuição da pobreza equivalente a 15 pontos porcentuais entre os primeiros anos do decênio de 1990 e princípios da década de 2000, enquanto que a República Dominicana sofreu um aumento de oito pontos porcentuais durante o mesmo período.

A pobreza tem um efeito negativo e de grande importância sobre o crescimento, e também é um fator significativo em matéria econômica. Em média, um aumento de 10% na pobreza reduz o crescimento anual em um ponto porcentual. É provável que um aumento da mesma magnitude na pobreza esteja associado com a diminuição nos investimentos entre seis pontos porcentuais e oito pontos porcentuais.

Com exceção da África ao Sul e do Saara, a América Latina e Caribe é a região que apresenta maior desigualdade. Os 10% mais ricos da população recebem 48% da renda total, enquanto os 10% mais pobres só recebem 1,6%. Nos países industrializados, ao contrário, os 10% superiores recebem 29,1% da renda, enquanto que os 10% inferiores recebe 2,5%. Se a América Latina tivesse o nível de desigualdade do mundo desenvolvido, seus níveis de pobreza e de renda estariam mais próximos aos 5% que a taxa real de 25%.

A comparação entre as regiões do interior dos países revela diferenças assombrosas em níveis de prosperidade. Em 2000, a renda per capita na região mais pobre do Brasil alcançava apenas 10% da registrado na região mais rica; no caso do México, a renda per capita em Chiapas era só 18% da registrada na capital. As diferenças regionais representam mais de 20% da desigualdade no Paraguai e no Peru, e mais de 10% na República Dominicana e na República Bolivariana da Venezuela. Na Bolívia, Honduras, México, Paraguai e Peru, a diferença nas áreas de pobreza entre uma região e outra é de mais de 40 pontos porcentuais.

A melhora da capacidade através da educação formal foi muito mais lenta na América Latina e no Caribe do que na Ásia oriental. O resultado é que grande parte da região sofre importantes déficit na escolaridade secundária e terciária e menor acumulação de anos em média de educação.

Os títulos universitários beneficiam mais os ricos que os pobres. Em países como o Chile, Nicarágua e El Salvador, os profissionais com títulos universitários melhor pagos desfrutam de uma rentabilidade da educação terciária que supera em 30% a 40% a rentabilidade dos profissionais universitários com trabalhos de menor remuneração. A rentabilidade da educação terciária é menor para os pobres, pos costumam estar em desvantagem na qualidade da educação, tanto no lar como na escola, e ainda são afetados por um acesso desigual aos trabalhos melhor remunerados.
 
Os trabalhadores assalariados que trabalham na economia informal e aqueles que trabalham por conta própria representam entre 25% e 70% dos empregos nos países da região. A diferença de renda média entre os gêneros flutua entre 12% no México e 47% no Brasil. Entretanto, a raça e a etnia constituem uma fonte mais significativa de desvantagem na renda que o gênero. A população indígena da região recebe em média  46% a 60% da renda que recebe quem não é indígena, enquanto os pardos (pessoas mestiças) e os pretos (pessoas de raça negra) do Brasil recebem apenas a metade da renda média que recebem os indivíduos de raça branca.

Fonte: Adital

Última atualização: 17/02/2006 às 14:48:00
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