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Notícias

  13/02/2006 

Crédito consignado é bom ou ruim?

Ao contrário das avaliações de analistas financeiros, que no fim do ano passado previam redução da procura por crédito consignado por aposentados e pensionistas, os números indicam que o segmento ainda tem fôlego. Segundo a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), em janeiro foram registradas 502 mil novas operações do gênero no País, equivalentes a R$ 12,119 bilhões. O número é superior ao de dezembro, quando foram registrados 500 mil operações, totalizando a liberação de R$ 11,5 bilhões.

A maior parte dos usuários desse sistema de crédito no País tem dado preferência para dividir o débito junto ao banco por prazos que variam de 31 a 36 meses. Esse é o número máximo de prestações que o INSS permite. O grupo representa 57,7% do total de tomadores e responde por R$ 3,9 milhões dos empréstimos realizados em janeiro deste ano.

Apesar desse crescimento, a oferta de crédito consignado está longe de ser um consenso entre entidades ligadas aos setores financeiro e de defesa do consumidor. Os dois lados divergem sobre as vantagens e desvantagens da modalidade, com argumentos que beiram o radicalismo. Mas em pelo menos um ponto concordam: o aposentado ou pensionista precisa se organizar antes de recorrer ao empréstimo, para que o recurso não se transforme em motivo de ruína financeira.

Foi o que aconteceu com um dos clientes da advogada Ingrid Carvalho Salim, da Associação Nacional dos Consumidores de Crédito (Andec). Ela conta que um funcionário público aposentado, de Belo Horizonte, comprometeu 70% de sua renda com dois empréstimos consignados. A exemplo do que muitos endividados fazem, segundo a advogada, o cliente pegou o segundo crédito para pagar o primeiro e a situação virou uma bola de neve.

"Apesar das baixas taxas de juros que os bancos utilizam para angariar esses clientes, não concordamos que o salário do indivíduo seja retido para pagamento da dívida, através do débito automático", alega, informando que existem liminares obtidas pela Andec contra oito bancos - ABN, Banespa, BB, Itaú, Unibanco, Caixa, Previmil e BMC -, suspendendo os descontos em conta corrente e folha de pagamento. "Os bancos deveriam ter mais responsabilidade e não conceder empréstimo antes de saber se a renda daquele cliente já não está comprometida."

O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Érico Sodré Quirino Ferreira, afirma que as instituições financeiras já fazem isso, verificando junto ao INSS o grau de comprometimento da renda do cliente. Érico Sodré admite, no entanto, que somente cerca de 25% das instituições financeiras aptas a operar o crédito possuem o código para fazer a consulta no INSS.

Na avaliação do dirigente, o próprio tomador deve ter discernimento para evitar o comprometimento excessivo de sua própria renda. Ele alega que as experiências mal sucedidas são exceções que não devem ofuscar as vantagens geradas pelo crédito consignado. "Acho que foi bom para todo mundo. Para o aposentado que teve acesso a uma linha de crédito que não teria em outras circunstâncias. Para o mercado financeiro, que tem a garantia do pagamento. E para a economia, pela injeção de recursos. Se formos analisar a exceção, a gente acaba nem saindo de casa. E a vida não é desse jeito", conclui.

Para ler mais sobre o assunto, acesse o Jornal O Povo

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 13/02/2006 às 13:24:00
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