Mais de 11 mil bancários já recuperaram o crédito integral das diferenças inflacionárias provocadas pelos planos Verão e Collor na conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A conquista histórica - garantida na Justiça pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região -, já recuperou cerca de R$ 46 milhões que haviam sido corroídos.
Os bancários recebem a diferença em uma única parcela. Ao contrário do acordo lesivo fechado entre o então presidente FHC e algumas centrais sindicais, como a Força Sindical e a CGT. A ação do Sindicato de São Paulo também impediu o deságio que, à época, foi de até 15%.
Segundo informações do Seeb, todos os trabalhadores de São Paulo, Osasco e dos 15 municípios da região com conta ativa de FGTS à época dos expurgos e que eram bancários em 28 de janeiro de 1993 - quando a entidade ingressou com a ação têm direito de receberem as diferenças. Quem ainda tem ação individual pode abrir mão, se quiser, e receber por intermédio do acordo feito pelo Sindicato. Não têm direito aqueles que aderiram ao "acórdão" do governo FHC ou que já receberam por intermédio de ação judicial.
Para receber, os bancários devem entrar em contato com o Sindicato para requisitar junto à Caixa o pagamento das perdas provocadas pelos expurgos dos planos econômicos Verão (42,72%), em janeiro de 1989, e Collor (44,8%), em abril de 1990.
Mais informações junto à Central de Atendimento Telefônico do Sindicato, pelo (11) 3188-5200.
Fonte: CNB/CUT, com informações do Seeb SP |