A Diretoria da AFBNB, reunida em 24 de janeiro de 2006, deliberou acerca de seu posicionamento quanto ao novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR), em vias de implantação pelo BNB.
Considerando o posicionamento anterior da entidade, expresso num manifesto em que se apontaram as deficiências deste Plano:
1. O distanciamento em relação à restauração da capacidade do BNB de atuar como legítima Instituição de Desenvolvimento – faltam cargos voltados especificamente para essa missão, a exemplo do Técnico em Desenvolvimento Econômico, e as carreiras técnicas em geral;
2. Não é feita a recomposição dos salários, duramente atingidos pelo arrocho salarial do Governo Federal anterior;
3. A lógica seguida no Plano é a da contenção de despesas, do rebaixamento salarial, da desvalorização dos cargos efetivos de carreira, tudo dentro da visão neoliberal do “Estado Mínimo”, da retirada do Poder Público da atividade financeira e bancária, e da ausência de políticas de desenvolvimento regional e social.
4. O Plano não provê o restabelecimento da vitalidade organizacional, tão necessária à retomada do legítimo papel do Banco no desenvolvimento regional.
5. De um modo geral, é um plano restritivo, rebaixado, vinculado ao mercado, que não valoriza nem protege os funcionários, deixando-os à mercê dos dirigentes da ocasião, pois como toda lógica da política salarial dos bancos privados, despreza os cargos e sobre valoriza as comissões.
Considerando a expressão amplamente majoritária nas Assembléias ocorridas durante o mês de junho de 2005, CONTRÁRIA a aprovação de tal Plano;
Considerando que, em que pese o esforço das direções representativas dos funcionários, não houve nenhum avanço significativo na proposta do Banco, resultando em pequenas alterações em questões secundárias da discussão central;
Considerando que a AFBNB não vê nenhum elemento novo que justifique a realização de novas Assembléias, nem nenhuma razão para a alteração do posicionamento anterior;
A Diretoria da AFBNB resolve reafirmar sua posição CONTRÁRIA ao PCR como está proposto hoje, bem como a posição autoritária e intransigente da Direção do BNB no sentido de abandonar a comissão paritária inicial e de impor ao corpo funcional uma proposta rebaixada, desinteressante do ponto de vista da carreira, em prejuízo da valorização de seus funcionários, portanto, do cumprimento da sua missão institucional: o desenvolvimento regional sustentável.
Associação dos Funcionários do BNB |