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Após uma série de informações desencontradas acerca da participação nos lucros e resultados (PLR) as quais criaram expectativas ao apontarem, dia após dia, a data de pagamento, sem, no entanto, ser concretizado, os trabalhadores do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foram “obrigados” a romper a barreira da “espera com tranquilidade”. Numa grande demonstração de força e disposição de luta partiram para a mobilização como forma de pressionar os patrões - Banco e Governo Federal – a reconhecerem seu valor e sua importância na construção do lucro e resultados do Banco, cobrando-lhes o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho quanto ao pagamento, devido, da verba.
Insatisfeitos com as desinformações por parte do BNB e pela maneira discriminatória com que vêm sendo tratados pelo Governo Federal, haja vista este já ter autorizado a “distribuição” dos dividendos, inclusive a si próprio por ser acionista majoritário do Banco, sem, no entanto, levar em consideração a PLR, nos últimos dez dias os funcionários vêm desenvolvendo uma sequência de manifestações, atos públicos, assembleias em sindicatos, paralisações e greves em todo o país na área de atuação do Banco. No dia dois de maio, ainda no clima do “Dia do Trabalhador”, as ações se intensificaram com mais paralisações e greves em diversas agências, sobretudo nas Capitais do Nordeste, além de manifestações públicas e na Direção Geral, encaminhadas com o apoio dos Sindicatos e da AFBNB.
É oportuno lembrar que os dividendos não só foram autorizados, como já foram pagos aos acionistas. A PLR dos trabalhadores, Não! Então, como justificar tal procedimento se ambas as verbas decorrem do lucro líquido do Banco, gerado pelos trabalhadores? Como justificar o não pagamento da PLR se o Banco tem a obrigação de fazê-lo após pagar os dividendos aos acionistas conforme consta do acordo coletivo de trabalho (ACT) assinado pela Instituição com os sindicatos? Como justificar o não cumprimento do que está estabelecido no referido ACT se o pagamento dos dividendos expressa o reconhecimento do lucro por parte do Banco, e por extensão pelo próprio Governo Federal? Não houve o mesmo empenho em relação à PLR quando do pedido de autorização para pagar os dividendos ou o procedimento adotado foi apenas em função do que foi concretizado? São perguntas que devem estar no centro da inquietação dos funcionários, as quais não deixam calar e exigem respostas. Como se pode constatar, a luta dos funcionários do BNB é mais do que justa e coerente. O que não é justo nem faz sentido é não honrar compromissos! Isso é desrespeitoso e é agir negativo.
A AFBNB chama a atenção da Superior Administração do BNB para a obrigatoriedade desta em fazer um pronunciamento oficial, sincero, transparente e positivo quanto ao resultado da reunião que ocorreu ontem (5) em Brasília. Segundo informou a comissão que negocia com o Banco, a reunião foi agendada para tratar do assunto junto aos órgãos de Governo. Neste sentido, também alerta quanto à tomada para si (BNB) da propriedade dessa matéria no tocante a informações precisas, sob pena de deixar os funcionários do Banco órfãos ou à mercê de registros desencontrados e evasivos, o que pode gerar, além de muita confusão, descrédito na condução do processo.
Com a palavra, a Superior Administração do BNB.
Pagamento da PLR já!
A AFBNB ao lado dos trabalhadores.
Gestão Autonomia e Luta.
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