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Notícias

  23/01/2006 

Aposentados fazem passeata para exigir reajustes iguais ao do salário mínimo

Amanhã, 24/1, Dia do Aposentado, haverá uma manifestação de aposentados e pensionistas pelas ruas do Centro de São Paulo. A manifestação terá início às 9h, defronte ao prédio da gerência regional do INSS, situado no Viaduto Santa Ifigênia. De lá, os aposentados partem em passeata rumo à Quadra do Sindicato dos Bancários (rua Tabatinguera, 192), onde haverá um ato político e apresentação de grupos musicais compostos por aposentados.

Organizada pelo Sintap (Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas) da CUT, a mobilização marca o início da primeira Campanha Salarial Nacional dos Aposentados. Participarão também trabalhadores e dirigentes sindicais de outras categorias.

A principal reivindicação dos aposentados representados pela CUT é que o reajuste de todas as aposentadorias e pensões em 2006 tenha o mesmo percentual do aumento do salário mínimo. Amanhã, há a possibilidade de o novo mínimo ser anunciado em Brasília, e tudo indica que seu valor será R$ 350, o que representa um reajuste real de 12%.

Atualmente, nenhuma aposentadoria ou pensão pode ser inferior ao salário mínimo. Mas aquelas que ultrapassam o mínimo, por serem reajustadas por percentuais menores, vão com o tempo se aproximando do piso, ou seja, há um rebaixamento cada vez maior, a partir do teto.

"Quando começamos a organizar nosso ato, não imaginávamos que o reajuste do salário mínimo pudesse ser anunciado no Dia do Aposentado. Mas a coincidência das datas e o fato de nossa principal reivindicação estar ligada ao novo salário mínimo faz a manifestação ganhar mais força", afirma Epitácio Luiz Epaminondas, o Luizão, secretário nacional de Comunicação do Sintap.

A correção das aposentadorias e pensões não acompanha os reajustes do salário mínimo. Em 2005, por exemplo, o mínimo teve reajuste real de 7,87%, enquanto os valores recebidos pelos aposentados tiveram apenas a correção do INPC.

Os aposentados também querem discutir, para os próximos anos, uma nova política de correção dos salários que ultrapassem o salário mínimo. Outras bandeiras da Campanha Salarial são a melhoria do atendimento nos postos do INSS e nos serviços de transporte, saúde e habitação.

A decisão de batizar as mobilizações deste ano como Campanha Salarial Nacional dos Aposentados não é apenas simbólica. "Os aposentados lutam para serem reconhecidos como categoria, e que seus vencimentos não sejam mais designados como benefício, que é sinônimo de favor, benevolência", explica Luizão.

Fonte: Assessoria de imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Última atualização: 23/01/2006 às 16:42:00
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