A construção do Socialismo na América Latina é um dos temas mais representativos do 6º Fórum Social Mundial, reunião de organizações sociais que se acontecerá em Caracas, na Venezuela, de 24 a 29 de janeiro. Jacobo Torres, membro do comitê organizador da reunião, explica que o tema da construção do Socialismo ganhou muita força na agenda devido, principalmente, aos recentes acontecimentos eleitorais na região.
De acordo com o dirigente, a tônica fundamental é a busca de definições sobre a participação de movimentos populares neste processo. Impulsionados pelos ventos de mudança na América Latina, entre 80 mil e 100 mil visitantes são esperados na capital veneluelana para o encontro que inclui mais de 2.000 apresentações culturais, além dos intercâmbios teóricos.
Torres considera que outros temas que receberão destaque no evento serão a militarização e as guerras, a contraposição da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba). Estes debates estão incluídos em seis eixos temáticos: Poder, política e lutas pela emancipação social; Estratégias imperialistas e resistências dos povos; e Recursos e direitos para a vida: Alternativas ao modelo predador. Os outros são Diversidades, identidades e cosmovisões em movimento; Trabalho, exploração e reprodução da vida; e Comunicação, culturas e educação: dinâmicas e alternativas democratizadoras.
Entre os convidados, Torres destaca a Frente Zapatista de Libertação Nacional (FZLN), do México, que já confirmou sua presença. No final do ano passado, várias organizações participantes convidaram formalmente a FZLN. Segundo o dirigente, a participação foi favorecida pela recente decisão da organização mexicana de se converter em movimento político.
Ele também revelou que ainda é esperada as confirmações das presenças do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, – um dos fundadores do Fórum Social Mundial – que deve tomar posse no próximo dia 22 de janeiro.
A reunião se define como um espaço democrático de debates de idéias, reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais e organizações opostas ao neoliberalismo e ao imperialismo. Depois do primeiro encontro mundial realizado em 2001, o evento se configurou como um processo permanente de busca e de construção de alternativas diante de políticas neoliberais, como sua própria Carta de Princípios define.
Fonte: Diário Vermelho (com informações da Agência Prensa Latina)
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