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Notícias

  05/01/2006 

Venezuela estatiza 32 campos de petróleo privados

Nesta semana a Venezuela assumiu o controle estatal de 32 campos de petróleo operados por empresas privadas, em uma medida que aumentará a arrecadação fiscal do país, o quinto maior exportador de petróleo do mundo.

As conversões de contrato transitórias abrem o caminho para que a Petróleos de Venezuela, ou Pdvsa, a companhia estatal de petróleo, formalize o controle acionário de até 70% das novas joint ventures.

A posse estatal majoritária das ações das unidades petrolíferas afetadas significa que foi atingida uma meta política do presidente Hugo Chávez, que há muito tempo defendia o maior controle sobre as reservas de petróleo da Venezuela, que são as maiores da América.

Rafael Ramirez, ministro da Energia e diretor da Pdvsa, disse que a medida indica que a Venezuela "recuperou" os campos petrolíferos, sobre os quais o Estado havia "renunciado a coleta de royalties". Ramírez disse no mês passado que os contratos em vigor significavam que a Pdvsa perdia dinheiro com esses empreendimentos.

Na semana passada a Pdvsa anunciou um lucro líquido de US$ 9,4 bilhões em 2005, quase 120% a mais do que no ano passado. As mudanças afetam cerca de 500 mil barris diários da produção total da Venezuela, que é de 2,7 milhões de barris diários. A Pdvsa definirá os termos nos novos contratos nos próximos meses, incluindo taxas de juros mais elevadas.

Todas as multinacionais que operam na Venezuela - com a exceção da norte-americana ExxonMobil - aceitaram o prazo de 1º de janeiro para a conversão. A Pdvsa anunciou que a ExxonMobil vendeu a sua parcela de 25% das ações do campo de La Ceiba, que produz 15 mil barris diários, para a Repsol-YPF, da Espanha.

Além da Repsol-YPF, as outras companhias que concordaram com a conversão em joint ventures são a BP, a ChevronTexaco, a China National Petroleum Company, a Eni, a Petrobrás, a anglo-holandesa Royal Dutch Shell e a Total.

Os acordos existentes foram firmados na década passada, como forma de atrair o capital estrangeiro para aumentar a produção. Mas uma lei de 2001 exige que toda a produção de petróleo seja realizada por companhias das quais o Estado seja o acionista majoritário.

A produção dos campos de petróleo afetados diminuiu nos últimos meses, em parte devido à incerteza quanto às mudanças que estavam por vir. Os bancos de investimentos prevêem que a produção não se recuperará enquanto as novas regras continuarem vagas.

Recuperação
"Até lá, não esperamos que as companhias façam quaisquer investimentos significativos, e a produção de petróleo deverá ficar abaixo dos níveis de 2004", advertiu o Deutsche Bank em um relatório. "Por outro lado, assim que as condições expressas nos novos acordos estiverem definidas, a produção de petróleo poderá se recuperar rapidamente".

Os altos preços do petróleo obrigaram as multinacionais a aceitar condições menos lucrativas em vários países produtores de petróleo.

Fonte: CUT (com informações do Financial Times)

Última atualização: 05/01/2006 às 11:03:00
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