O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, fez um apelo ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para que mantenha o Banco do Estado do Ceará (BEC) federalizado, ou seja, sob o controle do Banco Central. O apelo foi feito durante um encontro de trabalho, em Brasília, no último sábado (12/6). Smith deixou o pleito para ser avaliado pela equipe do ministro, observando que, antes, já mantido contatos em Fortaleza com o Sindicato dos Bancários do Ceará. A categoria queria a adesão dele ao projeto de incorporação do BEC pelo BNB.
''Creio que a melhor saída para o BEC é ele continuar federalizado. O Banco está muito bem, saneado e vem dando lucro. Pra que mexer em venda ou incorporação? Dá para resolver isso no futuro'', observou. O presidente do BNB disse que apesar de haver um prazo até dezembro deste ano para que o banco estadual seja privatizado, bastaria uma sinalização do Ministério da Fazenda ao Banco Central para que isso fosse revisto.
''Eu conversei com sindicalistas e defendi a federalização, porque ela vem dando certo. O BEC foi escolhido como o melhor banco público em 2003 e não precisa de incorporação nem de privatização. Pelo menos, enquanto se esclarece melhor o cenário político'', reiterou Smith.
Ele aproveitou a viagem a Brasília para convidar Palocci a vir ao Ceará no próximo semestre para lançar uma subsidiária do BNB, que atuará oferecendo recursos para capital de risco, com participação acionária.
''Nós queremos o ministro lançando aqui essa subsidiária do BNB, que seria, na realidade, algo como o BndesPAR, do BNDES, que opera nesse segmento. Seria o nosso BNB Invest ou BNBsPar'', disse.
O encontro serviu também para uma avaliação de desempenho do semestre e definição de detalhes da programação financeira do ano safra (2004-2005), a ser cumprido em matéria de repasses do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf). A expectativa é de um investimento três vezes maior do que o de R$ 378 mil feito entre o segundo semestre de 2003 e a primeira metade deste ano. ''Nós vamos aplicar no Pronaf R$ 1 bilhão, o que vai dar para atingirmos a um número de 600 mil atendimentos'', revelou.
Fonte: O Povo (edição de 13/06/2004) |