O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a suspender o leilão de privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC), marcado para as 10 horas de hoje (terça, 20), na Bolsa de Valores de São Paulo. Inconformados, os entreguistas alojados no Banco Central tentam reverter a medida. Somente este ano, o leilão foi barrado três vezes.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Ceará , Marcos Saraiva, ressaltou o papel da mobilização unitária de sindicatos, associações, parlamentares e prefeitos dos mais diversos partidos no Comitê organizado nos 184 municípios do Estado para sensibilizar a Justiça a barrar o assalto do tucanato privatista. Neste momento, uma manifestação convocada pelo Sindicato em frente à agência central do BEC, no centro de Fortaleza, sublinha a importância da manutenção da instituição como patrimônio público.
HISTÓRICO — O primeiro anúncio da intenção de privatizar o BEC foi feita em dezembro de 1994, pelo então governador Tasso Jereissati. Cinco ano mais tarde, em maio de 1999, o banco é federalizado, entrando na lista de privatização do Ministério da Fazenda, em conluio com o governo estadual tucano.
Em 2002, entre julho e dezembro, a venda do BEC chegou a ser marcada sete vezes, até o próprio BC desistir de privatizá-lo, naquele ano. Em 2004, as pressões e chantagens dos tucanos recomeçaram, com os funcionários do banco respondendo com uma ampla mobilização contra a entrega.
“Está na hora da equipe econômica do governo federal largar a condição de refém das vontades de Lúcio Alcântara – que já se posicionou a favor da privatização – e fazer aquilo que a sociedade cearense mais quer: ver o BEC como banco público e incorporado ao BNB, já que a proposta de reestadualização já foi descartada. Não cabe ao governo federal aumentar o terrorismo para que o BEC seja logo vendido”, afirmou o presidente da CUT-Ceará, Francisco de Assis Diniz.
LUCRATIVO - De acordo com o Sindicato dos Bancários, “em 2001 o lucro do BEC foi de mais de 66 milhões, em 2002 registrou 48 milhões, em 2003 alcançou 86 milhões e em 2004 mais de 65 milhões. O BEC conta hoje com 201 pontos de atendimento bancário, constituído por uma rede de 70 agências e 117 postos de atendimento eletrônico”.
Fonte: CUT
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