Os bancos devem ser mais transparentes na relação com os clientes. Essa é a conclusão do Conselho Monetário Nacional, que passará a exigir que as instituições sejam mais claras na contratação de serviços bancários, nas operações de crédito e de câmbio.
De acordo com a nota emitida pelo Conselho, as medidas buscam facilitar o entendimento da natureza e dos custos envolvidos nas referidas contratações, reduzir a assimetria de informações e ampliar a comparação entre fornecedores.
Entre as novas regras, que foram determinadas pelo Banco Central, estão a inclusão nos contratos de conta de depósito cláusulas que dão ao cliente a opção de usar serviços e tarifas individuais ou por pacotes e o esclarecimento ao cliente que existe a possibilidade de ele escolher pelo pagamento dessas tarifas individualizadas, e não obrigatoriamente aderir a um pacote. Ainda de acordo com o Banco Central, a decisão é muito relevante porque dá mais condições para que o cliente possa exercer seu direito de escolha da instituição.
Como consequência desse conjunto de medidas, espera-se reforçar a posição brasileira como referência mundial em padronização de tarifas bancárias, afinal, bancos transparentes, que não se eximem de prestar informações, concorrem para fortalecer a relação de confiança que deve existir entre instituições e clientes; uma relação mútua, de mão dupla, que possa inspirar um ambiente mais confortável para investimentos e negócios.
Aos clientes, fica a missão de cobrar dos bancos, onde mantém contas, uma relação de maior transparência, bem como o Banco Central, que tem papel de fiscalizar a aplicação dessas e de outras medidas que tragam mais segurança a todos que utilizam de serviços bancários.
Os bancos brasileiros precisam adequar-se aos novos tempos que exigem uma relação clara entre clientes e instituições, sendo esta uma tendência sem volta no mundo empresarial moderno.
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