Nesta quinta-feira (8), a partir das 14h, a direção da CUT estará apresentando para a imprensa um estudo sobre os impactos na economia brasileira produzidos pelas negociações no âmbito da OMC – Organização Mundial de Comércio.
O presidente da Central, João Antonio Felício e o secretário de Relações Internacionais, João Vaccari Neto, irão expor as preocupações da entidade com a posição até aqui assumida pelos negociadores brasileiros na Rodada Doha – que discute a liberalização de barreiras comerciais para países membros da OMC.
Para a CUT, os rumos apontados não interessam aos trabalhadores brasileiros. A Rodada tem sua próxima reunião ministerial marcada para a semana que vem, em Hong Kong.
A partir de uma análise detalhada dos resultados dos acordos fechados ao longo dos anos 90, o estudo lança um olhar sobre o que pode acontecer caso o Brasil insista em baixar drasticamente as alíquotas de importação para produtos industrializados, segundo proposta mantida sempre à mesa pelo Ministério da Fazenda.
Conforme indicam os números e gráficos comparativos que compõem o estudo que será apresentado, para a grande maioria dos países em desenvolvimento, após dez anos contados a partir da Rodada Uruguai, a inserção no comércio internacional tornou-se ainda mais frágil e instável.
Esses países, incluindo o Brasil, foram forçados a abrir seus mercados de bens industriais e serviços, ao passo que ainda esperam pelo cumprimento das débeis promessas de liberalização agrícola, feitas pelos países desenvolvidos, os grandes ganhadores do processo absolutamente desigual.
O estudo mostra também que a Rodada Doha, lançada em 2001, é apenas uma variação da política de "mais do mesmo", sempre atrelada aos princípios do Consenso de Washington, cujos resultados, na maioria dos setores de atividade, foram o enfraquecimento da indústria nacional, precarização do emprego e o crescente déficit comercial em bens industriais.
Fonte: CUT |