A executiva da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/CNB-CUT) esteve reunida na manhã de hoje (6) com a Superintendente de Desenvolvimento Humano do Banco, Zilana Ribeiro, e o Diretor de Negócios, Assis Arruda, para discutir dois pontos específicos: repactuação de dívida e isenção de tarifas para os funcionários.
O Banco apresentou uma proposta, elaborada para esse momento específico da negociação, considerada positiva pela Comissão Nacional. A proposta de repactuação é válida para ativos e aposentados e está baseada em três variáveis: alongamento de prazo; redução de taxas e prazo de carência.
Pela proposta, será feita uma recomposição da dívida do CDC e do cheque especial. O funcionário terá até o final de janeiro para aderir ou não à proposta de repactuação do Banco. Caso haja a adesão, terá um prazo de 48 meses para pagar a dívida, dependendo da capacidade de pagamento de cada um. Na contratação da repactuação, não haverá cobrança de tarifas e o funcionário não perderá o cheque especial, mas terá o seu limite reduzido.
Para o cheque especial e CDC dos que aderirem à proposta, os juros cobrados irão variar entre 1,8 e 2,8%. Além disso, haverá uma carência a ser negociada com as entidades para o início do pagamento e as verbas de férias não estarão vinculadas à amortização da dívida, como era antes.
Foi apresentada ainda, pela Comissão Nacional, uma proposta que beneficiará todo o corpo funcional: a cobrança da tarifa de contratação do cheque especial apenas uma vez ao ano, no lugar de duas vezes, como acontece atualmente. Durante a reunião, a CNFBNB solicitou a suspensão do pagamento do empréstimo de férias e da Capef nos primeiros meses do próximo ano, assunto que será posteriormente discutido, assim como a questão da isenção de todas as tarifas para o funcionalismo.
Protesto – A Comissão Nacional manifestou sua indignação frente à postura do Banco de não conceder o Escudo de Ouro aos funcionários que têm alguma ação na Justiça contra o BNB, reivindicando seus direitos. A justificativa do Banco é de que o Escudo é uma comenda que simboliza a boa relação entre as partes e se o funcionário está com ação contra o Banco – ou vice-versa – isto significa que a relação está “conflituosa”.
Pendências – A CNFBNB cobrou do Banco um posicionamento acerca das outras pendências. Dentre elas, a verba de aprimoramento e o parcelamento do adiantamento do salário de férias. O Banco respondeu que somente na reunião de negociação do próximo dia 14, em Recife (PE), terá uma definição sobre as reivindicações. Também nessa reunião deverá ser definido se a Comissão Nacional aceita ou não a proposta do Banco em relação aos dias parados em decorrência da greve. Outro ponto pendente – o retorno do Coref – será encaminhado por uma comissão formada pelas entidades e pelo Banco, que devem preparar material com justificativa e resgate histórico, que subsidie a reivindicação pelo retorno deste cargo.
Na avaliação da Comissão Nacional, a proposta apresentada pelo Banco desafoga muitos funcionários, mas é necessário discutir tarifas diferenciadas para o funcionalismo e mecanismos educativos para evitar o endividamento.
Fonte: Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/CNB-CUT) |