Milhares de trabalhadores participam nesta terça-feira (29) da II Marcha pela Valorização do Salário Mínimo. O ato é organizado por Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), entre outros sindicatos do país, e defende o reajuste do mínimo de R$ 300 para R$ 400 no ano que vem.
A chuva que caiu em parte do percurso não desanimou os manifestantes, que tinham como ponto final a Esplanada dos Ministérios. Entre a pauta de reivindicações também estão a redução da jornada de trabalho sem corte nos salários e a revisão da tabela do imposto de renda. A TV Carta Maior transmitiu a caminhada ao vivo.
No início da noite, o ministro Luiz Marinho (Trabalho) iria receber uma comissão de sindicalistas. Mas o ministro, que é ex-presidente da CUT, já descartou o aumento para R$ R$ 400. "Não é possível elevar, neste momento, o salário mínimo para R$ 400", afirmou Marinho, nesta terça. Segundo ele, está sendo discutida, com o movimento sindical, "uma política permanente de valorização do salário mínimo".
Marinho disse que é importante garantir o aumento da distribuição de renda de maneira sustentável e não "provocar mudança abrupta, gerando problemas para a economia". "Agora, é possível levar o salário mínimo acima dos R$ 321, que já está aprovado no Congresso Nacional, de forma a garantir que teremos um ganho real nele", afirmou, referindo-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as metas do governo para o ano que vem.
Além de Marinho, devem participar da reunião os ministros Dilma Roussef (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento).
Fonte: Agência Carta Maior |