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| 27/07/2010 |
Nossa Voz - Trabalhadores do BNB em mobilização permanente |
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Para avançar, é preciso... |
Poucos avanços, demora no atendimento de demandas, acúmulo de pendências. O funcionalismo do BNB reclama, e com razão, que as conquistas caminham a passo de tartaruga. Mas a que os trabalhadores atribuem o pouco avanço dos últimos tempos? O que fazer para avançar nas conquistas? Perguntas como essas são pertinentes a todo momento, sobretudo quando se aproxima mais uma campanmha salarial. Entretanto, mais importantes que as perguntas, são as respostas, que podem apontar novos olhares na mobilização dos trabalhadores.
O Nossa Voz pediu a colaboração dos representantes da AFBNB, que por sua vez conversaram com colegas da agência. Dentre as respostas, a unanimidade ficou por conta da mobilização e da persistência para a conquista de melhorias. Vejamos mais:
A que os funcionários atribuem o pouco avanço dos últimos tempos?
“Boa parte das reivindicações dos servidores não são entendidas pela diretoria do Banco como sendo prioritárias. De outra parte, nota-se também falta de eficiência da parte da Justiça, uma vez que as sentenças não são cumpridas”.
“Falta de integração entre as entidades representativas. Sindicatos que só priorizam os maiores bancos (BB e Bradesco), desestimulando a continuidade da luta, quando os grandes resolvem seus problemas”.
“A dependência das centrais sindicais para com o governo e, como consequência, um comportamento submisso”.
E o que fazer para avançar nas conquistas?
“Unificar a pauta de reivindicações, sensibilizar os funcionários e desvincular os sindicatos dos partidos políticos”.
“Continuar reivindicando e negociando, sem nunca desistir”.
“É preciso cursos de formação política para os administradores do BNB e técnicos. Mudar a forma de agir; ser mais incisivo; objetivo; ter mais respaldo jurídico, e unir-se com as entidades sindicais, para concentrar esforços e forças; ser firme nas solicitações e procurar amparo legal em leis existentes; cobrar com mais ênfase e usar os meios jurídicos para atingir os objetivos; procurar negociar separadamente da Fenaban”.
“É preciso, antes de tudo, motivar os funcionários que vêm desacreditando no movimento sindical. Também são necessárias reivindicações mais ousadas e, sobretudo, os dias parados na greve não devem ser compensados, pois isso descaracteriza a pressão da greve sobre o banco.”
“Faltam mobilizações. Algumas direções sindicais estão em comunhão com a Direção do Banco, por isso não lutam para valer. Uma forma de mobilizar seria começar pelas reuniões no local de trabalho, com antecedência”. (José Bernardino Carleial - Ag. Fortaleza Centro) |
| Última atualização: 30/11/-0001 às 00:00:00 |
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